Bolsonaro critica número de ministérios criados por Lula e chama petista de “cachaceiro”
Para o ex-presidente, o aumento da Esplanada vai de encontro ao discurso de zerar o deficit.
- Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), expressou críticas em relação ao número de ministérios criados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atualmente soma 38. O líder da direita destacou que o atual governo está “jogando no lixo” as necessidades do Brasil para o seu crescimento econômico.
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Em uma publicação realizada em uma rede social, Bolsonaro escreveu: “Mais um ministério criado pelo desgoverno e continua jogando no lixo tudo que o país precisa para prosperar economicamente, inchando mais ainda a máquina pública e massacrando o brasileiro com aumento de impostos e taxas. Como tem a cara de pau de falar em zerar deficit? É uma fakenews atrás da outra sem parar”.
O ex-presidente também se referiu a Lula como “cachaceiro” e lembrou que durante sua própria gestão reduziu a quantidade de ministérios para 23. Bolsonaro fez uma comparação entre sua marca e a do petista, que recentemente criou o Ministério da Pequena e Microempresa, com o objetivo de acomodar Márcio França, que deixou o comando da pasta de Portos e Aeroportos para dar espaço ao Centrão e ampliar sua base de apoio no governo.
Bolsonaro, durante seu governo, implementou uma série de medidas para reduzir o tamanho do Estado e enxugar a máquina pública. Uma das principais ações nesse sentido foi a diminuição do número de ministérios, que passou de 29 para 23.
Entretanto, desde a posse de Lula, em janeiro de 2023, foram criados 15 novos ministérios, ampliando consideravelmente a estrutura governamental. Essa expansão tem sido motivo de críticas por parte de Bolsonaro e de outros opositores políticos, que alegam que isso apenas aumenta as despesas públicas, prejudicando a economia e impactando negativamente a vida dos brasileiros.
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Outro ponto destacado por Bolsonaro em suas críticas ao governo de Lula é o suposto aumento de impostos e taxas que estariam sendo impostos à população. O ex-presidente argumenta que o inchamento da máquina pública resultante da criação de novos ministérios acaba por aumentar os gastos do Estado, o que poderia ser compensado com a arrecadação de mais impostos.
Essa acusação de aumento de impostos é uma das principais críticas dirigidas ao governo atual por parte dos seus opositores. Alega-se que a elevação da carga tributária prejudica tanto os setores produtivos quanto a população em geral, uma vez que dificulta o crescimento econômico e pode gerar impactos negativos no poder de compra dos cidadãos.
As declarações de Bolsonaro também enfatizaram a suposta incoerência do governo de Lula ao falar em zerar o déficit público. Segundo o ex-presidente, o aumento do número de ministérios e o consequente aumento dos gastos públicos contrariam essa promessa de campanha, uma vez que implicam em mais despesas estatais.
De fato, durante a campanha eleitoral, Lula enfatizou a importância de buscar o equilíbrio nas contas públicas e a necessidade de reduzir o déficit. Entretanto, a criação de mais ministérios e o aumento dos gastos mostram uma aparente contradição com essa agenda fiscal mais restrita.
Redação AM POST*
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