Presidente do TJDAM quebra o silêncio e denuncia “manobra” de Rozenha para asfaltá-lo do cargo: “nunca cumpriu a legislação”
Rozenha é apontado como inimigo do TJDAM e acusado de articular a derrubada de Edson Rosas Júnior.
- Foto: Reprodução
Manaus/AM– O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM), Edson Rosas Júnior, foi afastado por 30 dias do cargo, juntamente com a secretária do tribunal, Larissa Ponce Guimarães, após serem alvos de uma representação Ético Disciplinar do presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Ednailson Rozenha, acusando-os de terem praticado apropriação indébita de recursos do TJD.
Em entrevista ao AM POST nesta sexta-feira (22) Edson Rosas Junior afirmou que está sendo atacado frontalmente por Rozenha, que, segundo ele, nunca cumpriu a Legislação Desportiva.
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“A verdade é que os Tribunais de Justiça Desportiva são mantidos pelas respectivas Federações de cada Estado, sempre com repasses e pagamento de despesas para o funcionamento da estrutura mínima do Tribunal. No Amazonas, a Federação Amazonense de Futebol na gestão anterior de Dissica Tomaz, o TJDAM sempre recebeu aporte financeiro para seu funcionamento, mesmo na época em que Pedro Augusto assumiu interinamente a Presidência da FAF“, disse Edson ao AM POST.
“A partir da posse de Rozenha como Presidente a coisas mudaram para pior. Rozenha nunca cumpriu a Legislação Desportiva referente à manutenção do TJDAM, comprometendo seriamente seu funcionamento“, completou.
De acordo com o advogado Carlos Henrique de Souza, que faz a defesa de Edson, Rozenha não gosta de ser contrariado e sempre que alguma decisão do TJDAM vai contra sua vontade ele cria meios para derrubá-la.
“Rozenha vem cometendo ainda interferência direta nos julgamentos realizados no TJDAM. Sempre que alguma decisão contraria a vontade de Rozenha, ele se articula pra tentar reverter as decisões. Porém, sem sucesso, ele passou a ser inimigo do TJDAM, até que culminou na Representação que afastou o Presidente Edson e sua Secretária Geral. Ele quer desacreditar a Justiça Desportiva, por meio da desmoralização de seu Presidente Edson Rosas. Rozenha é um inimigo da Justiça Desportiva e iremos provar isso em juízo e para toda a sociedade”, contou Carlos.
“A FAF precisa ser investigada. Na verdade, precisa ser fiscalizada pelo Ministério do Trabalho, pois a FAF, ao que parece, não recolhe os encargos sociais dos funcionários. Rozenha acredita que a Justiça Desportiva tem que servir aos desmandos da FAF, e cada vez que é contrariado impõe mais boicote econômico ao Tribunal” finalizou Carlos Souza.
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Acusação
Edson Rosas é acusado de apropriação indébita dos recursos advindos de aplicação de penalidades de multa ao clubes, dirigentes e atletas, que somam um total de R$ 21 mil, desde janeiro deste ano. As despesas mensais do TJDAM perfazem um total de R$28 mil por mês, portanto, as multas aplicadas sequer são suficientes para pagar um mês.
Rosas rompeu com a FAF e proibiu o funcionamento do TJDAM do Futebol em funcionar nas dependências da Sede do Tribunal. Esclareceu Edson que o contrato de aluguel está em seu nome e é de sua responsabilidade. Logo, a partir de agora, a FAF não possui mais um local para reunir o TJD do Futebol, e isso pode trazer consequências catastróficas para a FAF.
“A quem interessa desacreditar a Justiça Desportiva? Indagou e respondeu Carlos Henrique: interessa aos dirigentes corruptos de clubes que vem ganhando com apostas em manipulação de resultados. O nosso Tribunal foi o primeiro no Brasil a condenar dirigente e atleta por manipulação de resultados. A nossa decisão foi convalidada pelo STJD, e isso incomodou muita gente. Por isso querem desacreditar a justiça desportiva, e o Presidente Rozenha está sendo o maior incentivador desse descrédito“, destacou.
Decisão
O Auditor Corregedor Geral do Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Felipe Bevilac, atendeu pedido de Rozenha e determinou o afastamento imediato de Edson e da secretária por conta de supostas irregularidades.
Segundo documento, a representação nº 296/2023 se funda “em recebimento de valores oriundos de condenações suspeitas e em valores vultosos aplicados pelo TJD-AM nas contas pessoais dos representados (Edson Rosas e a secretária), através de PIX, conforme documentação.
Redação AM POST*
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