Falta de diagnósticos para Alzheimer preocupa especialistas
Número de casos deve superar 2,4 milhões.
- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O 1º Relatório Nacional de Demências, previsto para ser publicado até o final deste ano, promete trazer à tona uma situação alarmante para a saúde pública no Brasil. De acordo com adiantamentos da pesquisa, a quantidade de pessoas não diagnosticadas com a Doença de Alzheimer pode variar entre 75% e 95%, dependendo da região do país, revelou a médica e pesquisadora Claudia Suemoto, da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à Agência Brasil.
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O relatório, encomendado pelo Ministério da Saúde e coordenado pela professora Cleusa Ferrim da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), deve apontar que o número de pessoas afetadas pela doença pode atingir cerca de 2,4 milhões no Brasil. A Doença de Alzheimer é conhecida por sua característica perda progressiva de memória, afetando predominantemente a população idosa.
“Os índices de não diagnóstico no Brasil são alarmantes. Quando inicialmente examinamos os dados, ficamos surpresos. No entanto, após uma revisão, confirmamos a extensão do problema. Precisamos conscientizar mais a população sobre o Alzheimer, combatendo os estigmas”, afirma a pesquisadora Claudia Suemoto.
A campanha do Mês de Conscientização para o Alzheimer em 2023, também conhecido como “Setembro Roxo”, adotou o tema “Nunca é cedo demais, nunca é tarde demais”, com ênfase na prevenção da doença. “Quanto mais divulgarmos informações, menos casos não diagnosticados teremos. Isso reduzirá o estigma e promoverá a prevenção”, acrescentou a professora.
Einstein de Camargos, professor de medicina da Universidade de Brasília, enfatiza que o diagnóstico precoce oferece mais oportunidades de intervenção, não apenas com medicamentos, mas também com terapias cognitivas, estimulação, terapia ocupacional e exercícios físicos, o que pode retardar o avanço da doença. Ele observa que, apesar do subdiagnóstico da doença, há um aumento na visibilidade dos casos de Alzheimer.
O relatório completo, quando publicado, deverá fornecer informações detalhadas sobre a situação do Alzheimer no Brasil, bem como recomendações para melhorar o diagnóstico, tratamento e conscientização em relação à doença.

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