Obras de arte desaparecidas há anos são descobertas em hotel de luxo e leilões privados em SP
Até o momento, ninguém sabe explicar como e por que essa obra de arte desapareceu do acervo.
- Obras de arte consideradas desaparecidas do Patrimônio Histórico e Cultural do Brasil, como a estátua de São Jorge da Igreja do Carmo em Itu, têm sido redescobertas, algumas expostas em locais inesperados como hotéis de luxo.
- Investigações conduzidas por especialistas e instituições como o Iphan e o Ibram têm levado à recuperação e preservação dessas peças, incluindo a suspensão de leilões de obras com procedência duvidosa.
- Além da estátua de São Jorge, outras peças importantes, como o busto de Santo Elias e a pintura "Cristo Escoltado", também foram localizadas, e raridades de até 500 anos agora estão acessíveis ao público em museus.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
O Brasil está testemunhando o ressurgimento de obras de arte que há décadas eram consideradas desaparecidas do Patrimônio Histórico e Cultural do país. Recentemente, o Fantástico, da Globo, destacou a descoberta de uma estátua de São Jorge com quase 200 anos de história, que estava exposta em um hotel de luxo em São Paulo.
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Esta escultura, considerada patrimônio histórico nacional e pertencente à Igreja do Carmo, em Itu, desapareceu há mais de meio século. Apresentando detalhes na armadura cobertos de ouro, a estátua de São Jorge estava desmontada e precisava de restauração devido a um incidente envolvendo um turista que decidiu montar no cavalo que acompanhava a obra.
No entanto, tanto o cavalo quanto o dragão, que mediam cerca de um metro e setenta de altura, não faziam parte da obra original. Eles foram adicionados para a exposição no lobby do hotel quase duas décadas atrás. Até o momento, ninguém sabe explicar como e por que essa obra de arte desapareceu do acervo. Além dela, mais de 40 peças estão atualmente desaparecidas.
O museólogo Emerson Ribeiro Castilho enfatizou que as igrejas de Itu possuem um patrimônio “incomensurável”, considerado um tesouro nacional. “Nós temos mais de 178 itens tombados em cada igreja, mas muitas peças foram subtraídas”, disse ele. Castilho dedicou anos de pesquisa à história dessas obras nas igrejas tombadas de Itu e recentemente denunciou o paradeiro da estátua de São Jorge ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Além disso, o museólogo relatou o desaparecimento do busto de Santo Elias, uma peça rara que foi vista pela última vez no catálogo de uma exposição nos anos 1980. Outras obras valiosas também foram redescobertas em catálogos e em negociações realizadas por colecionadores.
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Um exemplo notável é a pintura “Cristo Escoltado”, que ficou desaparecida por décadas e passou por diversas mãos de colecionadores antes de entrar para o acervo do artista plástico e colecionador Emanuel Araújo, que faleceu em 2022.
O advogado Rubens Nalves destacou a transparência do processo de inventário conduzido para o acervo de Emanuel Araújo, abrindo a possibilidade de a pintura ser adquirida por indivíduos interessados, considerando-a uma adição relevante ao patrimônio público.
No entanto, esta obra estava inicialmente listada em um leilão sob um nome diferente, com um preço mínimo de lance de R$ 40 mil. Após uma investigação realizada pela reportagem do Fantástico, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) interveio, solicitando a suspensão do leilão, enquanto o Iphan requisitou a retirada da obra do evento.
Outras descobertas incluem a recuperação de duas peças raras com cerca de 500 anos de história, que agora podem ser apreciadas pelo público no Museu de Arte Sacra de São Paulo.
Em relação à estátua de São Jorge, o hotel Unique emitiu uma nota afirmando que aguarda um posicionamento do Iphan para entender melhor a situação.

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