14 municípios estão em situação de emergência devido a seca no Amazonas
Novo informativo foi divulgado nesta segunda-feira (25) e incluiu Tonantins na lista.

Seca no Amazonas. Foto: Gleiton Pereira.
Subiu para 14 o número de cidades em situação de emergência devido a seca no Amazonas. São elas: Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamim Constant, Coari, Eirunepé, Envira, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tefé, Tonantins e Uarini. O novo informativo disponibilizado pela Defesa Civil do Estado agora mostra, 15 municípios estão em situação de alerta e 30 em situação de atenção.
O governor do Amazonas, Wilson Lima, afirmou que estava em tratativa com o presidente Lula, e o senador Omar Aziz, para tratar sobre a situação da estiagem no Amazonas. O presidente se colocou à disposição e, na próxima terça-feira, reuniremos no ministério dos Transportes para alinhar as ações em apoio às pessoas que moram nos municípios afetados, informou Wilson Lima.
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No dia 12 de setembro, foi assinado decreto de Situação de Emergência Ambiental para municípios das regiões sul do Amazonas e Metropolitana de Manaus e, também, apresentado o plano de ação da Operação Estiagem 2023, envolvendo 30 órgãos da administração direta e indireta do Governo do Amazonas.
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas- Dra. Rosemary Costa Pinto e a Secretaria de Estado de Saúde, lançaram nesta segunda-feira (25), o Plano de Contingência das Ações de Vigilância em Saúde para Estiagem no Amazonas, para orientar os municípios para enfrentar as situações neste ano.
De acordo com a diretora presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, às situações climáticas como períodos de estiagem e seca podem causar problemas de saúde pública à população atingida. “É um momento de alerta e uma das principais preocupações para a vigilância em saúde está na qualidade da água para consumo humano.
“Entre os principais problemas com a vazantes dos rios é que a água ofertada em quantidade insuficiente ou com qualidade fora dos padrões pode ocasionar um aumento de casos de doença diarreica aguda por transmissão hídrica, e o Plano Estadual é um importante instrumento para orientar nossas regionais de saúde e municípios nas ações que precisam ser intensificadas para evitar ou diminuir o impacto e os efeitos da estiagem”, reforça a diretora presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.
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Impactos da seca
Dentre os principais problemas, dificuldades de navegação em trechos dos rios do Amazonas, dificuldade de escoamento da produção rural e de transporte de itens básicos de sobrevivência. A estiagem também pode prejudicar as aulas na escolas das cidades afetadas, onde alunos se locomovem via transporte fluvial.
Há ainda a previsão que o escoamento de produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM) seja prejudicado e que a dificuldade de trafegabilidade em rios da Amazônia possa causar um desabastecimento nos grandes centros do país.
A Defesa Civil do Amazonas continua atuando para minimizar os impactos às pessoas atingidas.
Suyanne Lima – Redação AM POST
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