Ministério da Saúde firma contrato de R$ 285,8 milhões com empresa que tem apenas um funcionário
Microempresa goiana é ré por improbidade no Pará e representa chinesa que também é ligada a empresa de preso na Operação Vampiro.
- Foto: Reprodução
Uma microempresa com um único funcionário registrado e um capital social de R$ 1,3 milhão conseguiu um contrato de R$ 285,8 milhões com o Ministério da Saúde, levantando preocupações sobre a transparência e o processo de seleção de fornecedores do governo. O contrato foi assinado em abril e envolve o fornecimento de 293,5 mil frascos de imunoglobulina humana, um medicamento hemoderivado.
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A empresa Auramedi, sediada em Goiás, atua como representante da empresa chinesa Nanjing Pharmacare. No entanto, tanto a Auramedi quanto a Nanjing são relativamente desconhecidas no mercado farmacêutico. O contrato foi realizado diretamente com a empresa chinesa, com a Auramedi atuando como intermediária.

As polêmicas mais quentes e análises profundas sobre política.
Além disso, a Nanjing também é representada no Brasil pela Panamerican Medical Supply, que tem um dos sócios, Marcelo Pupkin Pitta, com histórico polêmico de envolvimento em casos de fraude em licitações no Ministério da Saúde, como na Operação Vampiro em 2004 e novamente em 2007.
A sede da Auramedi, localizada em Aparecida de Goiânia, aparenta ser uma casa em um centro empresarial, e não há presença online significativa da empresa, como um site oficial. Além disso, tanto a empresa quanto seu único sócio, Fábio Granieri de Oliveira, enfrentam acusações de improbidade administrativa em uma ação no Tribunal de Justiça do Pará relacionada a uma contratação com dispensa de licitação durante a pandemia da Covid-19 em Parauapebas.
Essa situação levanta questionamentos sobre como essa microempresa conseguiu um contrato tão significativo com o governo, especialmente considerando seu histórico e estrutura limitada. A transparência e a integridade no processo de seleção de fornecedores do governo são questões que precisam ser investigadas e esclarecidas.
Redação AM POST*
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