Vice-presidente da CMM repudia ataques misóginos sofridos por Yara Lins no TCE-AM: “estou indignada”
Yara afirmou ter sido alvo de misoginia durante a votação que determinou seu retorno à presidência do órgão.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus– A vice-presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereadora Yomara Lins (PRTB) usou a tribuna nesta terça-feira (10/10), para repudiar um episódio ocorrido no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), onde o Conselheiro Ari Moutinho agrediu verbalmente a Conselheira Yara Lins, durante a sessão plenária do último dia 03 de outubro.
Yomara classificou a situação envolvendo a irmã como ‘triste’ ao comentar sobre o incidente que ocorreu pouco antes da eleição para presidência do TCE-AM, na qual a conselheira Yara Lins foi escolhida como a nova presidente do órgão.
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“É lamentável o fato ocorrido com a minha irmã Yara Lins, conselheira do Tribunal de Contas. Eu, como mulher, irmã, estou indignada. Nós não podemos aceitar essas atitudes, esse tipo de violência contra as mulheres” afirmou.
A parlamentar também enfatizou a importância de combater a violência contra a mulher diariamente. Conforme os dados de uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no ano passado, a cada minuto, 35 mulheres foram agredidas no Brasil.
O caso
Na sexta-feira (06/10), a conselheira Yara Lins denunciou que foi agredida por um colega durante a eleição que a reconduziu à presidência do órgão. Segundo Yara, um colega conselheiro a ofendeu com palavras como “safada” e “cachorra”.
A denúncia foi feita em uma coletiva de imprensa na Delegacia Geral do Amazonas. Yara afirmou ter sido alvo de misoginia durante a votação que determinou seu retorno à presidência do órgão.
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Há seis anos, Yara Lins, de 66 anos, se tornou a primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Contas do Amazonas. Na terça-feira (3), ela foi eleita, por 5 votos a 2, para voltar ao comando da Corte pelos próximos dois anos (biênio 2024-2025).
Conforme o Regimento Interno e a Lei Orgânica do TCE-AM, após receber a denúncia, o presidente do Tribunal, conselheiro Érico Desterro, deverá encaminhar o caso à Corregedoria. Atualmente, o corregedor é o próprio conselheiro Ari Moutinho, que pode se declarar suspeito. Caso isso aconteça, a Presidência será responsável por investigar o ocorrido.
Ari Moutinho deixará o cargo de corregedor em 15 de dezembro, quando o novo corregedor eleito, conselheiro Josué Cláudio, assumirá o posto.
Yomara considerou a situação envolvendo a irmã como ‘triste’ ao comentar sobre o acontecido antes da eleição para presidência do TCE-AM, onde a conselheira Yara Lins foi eleita a nova presidente do órgão.
A parlamentar também defendeu a necessidade de combater a violência contra as mulheres diariamente. De acordo com dados de uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado, a cada minuto, 35 mulheres foram vítimas de agressão no Brasil.
Redação AM POST*
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