Embaixador de Israel aponta “falta de sensibilidade” do governo Lula por não usar a palavra “terrorismo” em comunicado oficial sobre guerra
A embaixada de Israel considera importante que a ação dos agressores seja denominada corretamente.
- Foto: Reprodução
O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, expressou sua insatisfação com o governo brasileiro em relação à sua resposta aos recentes ataques que Israel tem enfrentado. Segundo o site Metrópoles, Zonshine reclamou da “falta de sensibilidade” do governo Lula e destacou a ausência da palavra “terrorismo” em um comunicado oficial emitido pelo governo no último sábado (7).
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A Embaixada de Israel no Brasil fez uma aproximação com os deputados, na sua grande maioria de bolsonaristas, que integram o grupo parlamentar a favor das relações entre os dois países.
Em uma reunião com o grupo parlamentar de amizade Brasil – Israel da Câmara dos Deputados na terça-feira, o embaixador Daniel Zonshine relatou ter expressado seu descontentamento ao Itamaraty. Ele destacou a importância de se utilizar a palavra “terrorismo” para descrever os ataques sofridos por Israel. A ausência dessa palavra no comunicado oficial emitido pelo governo brasileiro foi o ponto de discordância levantado por Zonshine.
No sábado passado, o governo brasileiro emitiu um comunicado em relação aos ataques sofridos por Israel nos últimos dias. No entanto, o embaixador de Israel destacou que a palavra “terrorismo” não foi utilizada no comunicado, o que causou descontentamento por parte do governo israelense. O embaixador considera importante que a ação dos agressores seja denominada corretamente.
Após o comunicado oficial ser divulgado pelo governo brasileiro, a reação negativa por parte do governo israelense e da comunidade judaica no Brasil foi intensa. A falta da palavra “terrorismo” foi vista como uma omissão importante e levantou dúvidas sobre a posição do governo brasileiro em relação aos ataques. A repercussão foi tão grande que Lula, em um apelo publicado nesta quarta-feira, citou o nome do grupo responsável pelos ataques, o Hamas, mas não se referiu a eles como terroristas.
Redação AM POST*
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