A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Tecnologia

Brecha na criptografia do WhatsApp permite que mensagens sejam interceptadas

A descoberta foi feita por Tobias Boelter, pesquisador de segurança e criptografia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos.

Por Hugo Guimarães

13/01/2017 às 12:25

A criptografia das mensagens do WhatsApp, inaugurada no ano passado pelo aplicativo para proteger as conversas dos usuários de possíveis espiões, pode não ser tão segura quanto se imaginava. Ao contrário do que prega o Facebook, parece que é possível, sim, interceptar mensagens enviadas pelo WhatsApp.

A descoberta foi feita por Tobias Boelter, pesquisador de segurança e criptografia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos. Segundo ele, a falha tem a ver com o modo como o WhatsApp lida com o protocolo Signal, usado no seu sistema de criptografia.

PUBLICIDADE

Quando um usuário manda uma mensagem para outro, o aplicativo gera uma chave que é trocada entre o remetente e o receptor e garante que aquela conversa é segura. Em outras palavras, é como uma chave que “tranca” a mensagem quando ela sai do seu celular e a “destranca” quando chega ao celular do seu contato.

Acontece que, se por algum motivo, se o receptor ficar offline depois que a mensagem foi enviada do smartphone do remetente, o WhatsApp gera uma nova chave de segurança. A primeira versão da criptografia é descartada e essa nova chave criptografa a mensagem de novo, pela segunda vez.

Ao “destrancar” a mensagem e “trancá-la” novamente com outra chave, o WhatsApp passa a ter acesso à sua conversa e pode até, em tese, ler suas mensagens, se quiser. O problema, segundo Tobias, não é do protocolo usado pelo app, mas sim da forma como ele é utilizado.

O protocolo Signal foi desenvolvido pela Open Whisper Systems e é usado em um outro aplicativo de mensagens criptografadas, também chamado Signal. Esse app é utilizado e recomendado por Edward Snowden, o ex-analista da NSA que revelou ao mundo os métodos de espionagem do governo norte-americano.

O Signal, que usa o mesmo sistema de criptografia, não sofre com essa falha de segurança. Se o destinatário fica offline durante a conversa, o app simplesmente avisa que a mensagem não pode ser entregue, obrigando o remetente a reescrever a mensagem e enviar de novo quando o contato ficar online.

PUBLICIDADE

Não é o que acontece no WhatsApp. O app até pode avisar o usuário quando sua chave de segurança for trocada, mas é preciso ativar esse alerta nas configurações do aplicativo. De qualquer forma, não há como impedi-lo. “Se o governo de algum país pedir ao WhatsApp para expor seus registros de mensagens, ele pode efetivamente fazer isso alterando as chaves de segurança”, explicou Tobias ao jornal britânico The Guardian.

O pesquisador ainda disse que o Facebook, dono do WhatsApp, foi informado dessa brecha em abril do ano passado. Segundo Tobias, porém, a empresa disse que se tratava de um “comportamento esperado”, e não se comprometeu a fazer qualquer coisa a respeito. Essa falha foi confirmada por outras organizações procuradas pelo Guardian, como a EBOHR (Organização Europeia pelos Direitos Humanos).

Em comunicado, o WhatsApp disse que sabe dessa circunstância e reforçou que os usuários podem ser notificados de alterações no protocolo de criptografia. “Nós sabemos que o motivo mais comum para isso acontecer [a troca de chaves de segurança] é quando um usuário troca de telefone ou reinstala o WhatsApp”, disse a empresa.

“Em muitas partes do mundo, as pessoas frequentemente trocam de aparelho e de cartões SIM. Nessas situações, queremos ter certeza de que as mensagens serão entregues e não perdidas no caminho”, afirmou ainda o WhatsApp. O comunicado, porém, não confirma se a empresa pode ou não ler as mensagens dos usuários graças a esse sistema de troca de chaves.

Não é a primeira vez que a privacidade prometida pelo WhatsApp é colocada em xeque por suas próprias ações. No ano passado, o app anunciou que passaria a compartilhar os dados dos usuários com o Facebook. A empresa chegou a ser processada pela Comissão Europeia por conta da mudança.

No Brasil, o serviço foi bloqueado mais de uma vez nos últimos anos por juízes que queriam que o WhatsApp liberasse dados de pessoas investigadas. Em todas as ocasiões, a empresa disse que era incapaz de acessar as conversas dos usuários. Se as alegações de Tobias forem verdadeiras, conclui-se que o WhatsApp poderia, sim, ter entregue à Justiça brasileira o que ela pedia antes de ser bloqueado.

Fonte: Olhar Digital

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O Autismo é ver o mundo de um outro jeito, e cada um de nós temos que achar um jeito de entender as diferenças.

Dr. Leonardo Maranhão

Últimas notícias

Brasil

OMS alerta: mais de 1 bilhão de jovens podem sofrer perda auditiva por uso de fones

Organização Mundial da Saúde alerta para os riscos do uso inadequado de fones de ouvido e da exposição frequente a sons intensos.

há 4 horas

Brasil

Operação policial impede saque de R$ 250 mil ligado a investigação sobre tráfico

Ação conjunta das polícias do Amapá e do Pará impediu saque de alto valor e apreendeu materiais que podem ajudar a esclarecer o esquema investigado.

há 5 horas

Pará

Fiscalização apreende mais de R$ 1,4 milhão em veículos, diesel e mercadorias no Pará

Ações da Secretaria da Fazenda identificaram irregularidades tributárias em cargas transportadas por rodovias e embarcações no estado.

há 5 horas

Brasil

Defesa de Robinho tenta retirar caráter hediondo da pena e busca progressão de regime

Pedido em análise no Supremo questiona a qualificação aplicada à condenação e pode impactar eventual progressão de regime prisional.

há 5 horas

Brasil

Moraes e Dino votam para manter multa de R$ 452 mil contra Roberto Jefferson no STF

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e permanece aberto até o próximo dia 15 de junho.

há 6 horas