Ato em SP pede paz em Gaza; manifesto condena terrorismo
Mais recente capítulo do conflito no Oriente Médio chega ao 12º dia.
- Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Guerra em Israel – No final da tarde desta quarta-feira (18), palestinos e brasileiros se uniram em um ato de solidariedade no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), localizado na Avenida Paulista, em São Paulo. O objetivo da manifestação foi demonstrar apoio aos residentes da Faixa de Gaza, que têm sido alvo de intensos ataques militares por parte de Israel desde os atentados do grupo Hamas, ocorridos no dia 7 de outubro.
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Além de demonstrar apoio à população de Gaza, os manifestantes também protestaram contra o recente bombardeio ao Hospital Ahli-Arab, localizado na Faixa de Gaza. O ataque ocorreu na terça-feira (17) e resultou na morte de centenas de pessoas. Segundo informações do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, o bombardeio deixou cerca de 500 mortos e feridos. No entanto, Israel negou ser responsável pelo ataque e atribuiu a ação à Jihad Islâmica, que também nega sua participação.
Durante o ato, o palestino Omar Naji, nascido em Belém (Cisjordânia) e residente no Brasil há oito anos, enfatizou a importância de lutar pelos direitos do povo palestino. Ele ressaltou que o conflito entre israelenses e palestinos já dura mais de 75 anos e que a paz só poderá ser alcançada quando as ações israelenses na região forem interrompidas.
Segundo Naji, o povo palestino tem enfrentado sofrimento há mais de 75 anos. Ele ressalta que a luta pela paz continua, mas que essa paz só será possível quando os direitos do povo palestino forem garantidos e a ocupação israelense na região for encerrada. Além disso, Naji critica o regime de apartheid imposto por Israel aos palestinos, que ele afirma ocorrer diariamente.
O palestino faz um apelo pela criação de um Estado Palestino livre, no qual todos os direitos sejam garantidos. Ele afirma que somente dessa forma o derramamento de sangue na Palestina terá um fim. Naji acredita que a solução para o conflito deve ser baseada na justiça e na igualdade entre israelenses e palestinos.
O conflito entre israelenses e palestinos remonta ao século XX, com a criação do Estado de Israel e a subsequente saída de muitos palestinos de suas terras. Desde então, ambos os lados têm travado inúmeras batalhas e guerras, deixando um rastro de morte e destruição. As discussões em busca de paz têm sido realizadas ao longo dos anos, mas ainda não houve uma resolução definitiva.

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