Novo gestor do CBA, Elias Araújo destaca valorização da floresta: ‘só tem valor se for em pé’
Elias falou em entrevista sobre planos da nova administração e potencial da bioeconomia.
- Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – Em entrevista à revista Veja, Elias Araújo, o novo gestor do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), falou sobre os planos da nova administração e o potencial da bioeconomia na região. Uma das principais metas da gestão é a melhoria da infraestrutura do CBA, um prédio de 22 anos que necessita de reformas e atualizações em sua estrutura e equipamentos. Com um imóvel de 15 mil metros quadrados, o objetivo é reformular o centro e torná-lo adequado para as atividades previstas. Além disso, Araújo mencionou a intenção de expandir a atuação do CBA para toda a Amazônia, indo além da região ocidental.
Um dos temas abordados por Araújo foi o desmatamento na Amazônia ocidental. Segundo ele, houve uma queda significativa na taxa de desmatamento nessa região, graças à tecnologia que auxilia no monitoramento. A estratégia do CBA é encontrar soluções inteligentes e técnicas que não degradem o meio ambiente, uma vez que a preservação e o respeito ao meio ambiente fazem parte dos valores do centro. Além disso, o gestor ressaltou a importância do trabalho de educação para conscientizar a comunidade local sobre a preservação ambiental.
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Outro ponto mencionado por Araújo foi o potencial de aproveitamento dos resíduos gerados na região para a criação de energia limpa. Embora reconheça que esse objetivo exigirá tempo e esforço, o CBA tem o propósito de conscientizar e agregar práticas benéficas para a comunidade. A visão do centro é de que a floresta tem valor somente se estiver preservada e em pé, levando em consideração a importância da preservação ambiental e do respeito aos povos tradicionais. Para Elias Araújo, o desenvolvimento social e econômico devem ocorrer em conjunto, garantindo a sustentabilidade da região.
“Para o CBA a floresta só tem valor se for em pé, com preservação e respeito aos povos tradicionais. O social e a renda tem que chegar juntos”, disse.
O Centro de Bionegócios da Amazônia desempenha um papel fundamental na promoção da bioeconomia na região. A bioeconomia é uma forma de desenvolvimento econômico que utiliza os recursos naturais de forma sustentável, buscando alternativas aos modelos tradicionais de exploração. O CBA, por meio de suas atividades e projetos, busca impulsionar o uso sustentável dos recursos da Amazônia, alinhado com as diretrizes da bioeconomia. A atuação do centro envolve o incentivo à pesquisa e inovação, a capacitação de profissionais, o estímulo à criação de negócios sustentáveis e a promoção da conservação ambiental.
A Amazônia é mundialmente reconhecida como uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta. Sua vegetação exuberante e seus ecossistemas únicos abrigam uma vasta variedade de espécies de plantas, animais e microorganismos, muitos dos quais ainda desconhecidos pela ciência. Além disso, a floresta amazônica possui um imenso potencial econômico, especialmente na área da bioeconomia.
A bioeconomia na Amazônia consiste em utilizar os recursos biológicos de maneira sustentável, promovendo o desenvolvimento econômico da região sem prejudicar a preservação ambiental. Dessa forma, é possível criar novos produtos, processos e serviços a partir dos recursos naturais da floresta, gerando empregos e riqueza para as comunidades locais.
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A biodiversidade da Amazônia oferece uma ampla gama de possibilidades para a bioeconomia. Plantas medicinais, produtos florestais não madeireiros, alimentos orgânicos, biocosméticos, bioprodutos e biomateriais são apenas alguns exemplos das oportunidades que podem ser exploradas de maneira sustentável na região. Além disso, a Amazônia é fonte de matérias-primas renováveis que podem substituir produtos de origem fóssil, como bioplásticos, biocombustíveis e bioquímicos.
Sobre o CBA
O governo brasileiro criou em 2002 o Centro de Biotecnologia da Amazônia com o objetivo de impulsionar a exploração sustentável da região. No entanto, após 20 anos, o centro teve um investimento abaixo do esperado. Agora, o programa passa por uma transformação.
Com a transformação em organização social e o novo nome de CBA, o centro agora está sob a gestão de Elias Araújo, da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea). A mudança traz promessas de mudar a vida das populações locais.
Até este ano, o CBA era gerido pela Superintendência da Zona Franca de Manaus, responsável pela construção da estrutura. No entanto, havia poucas oportunidades de incorporar novos recursos. Com a transformação em organização social, abre-se novas possibilidades de investimento e exploração do potencial local.
O Centro de Bionegócios da Amazônia possui uma área de 12 mil metros quadrados e conta com 26 laboratórios, espaço para encubamento de empresas, central de produção de extratos e instalações de apoio. A administração pelos próximos quatro anos será conduzida pela Fuea, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP).
Com a nova fase do Centro de Bionegócios da Amazônia, espera-se um aumento significativo nos investimentos e na exploração do potencial local. A transformação em organização social proporcionará mais flexibilidade na captação de recursos e na realização de parcerias estratégicas, o que é fundamental para impulsionar o desenvolvimento da região.
Redação AM POST*
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