Presidente da Assembleia-Geral da ONU pede cessar-fogo imediato no Oriente Médio
Ao abrir a reunião do órgão, ele também solicitou que os países evitem alimentar ainda mais a divisão e a vingança causadas pela guerra na região.

Foto: Reuters/Mohammed Salem
Guerra em Israel – O presidente da 78ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (AGNU), Dennis Francis, defendeu um cessar-fogo humanitário imediato e a libertação de reféns no Oriente Médio. Ao abrir a reunião do órgão nesta quinta-feira, 26, ele também solicitou que os países evitem alimentar ainda mais a divisão e a vingança causadas pela guerra na região.
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“Peço aos membros a aproveitar a sessão de hoje para não atiçar ainda mais as chamas da divisão e da vingança. Em vez disso, aproveitemos a oportunidade para unificar o nosso propósito e as nossas ações para salvar vidas e acabar com a violência”, disse Francis, em suas palavras iniciais.
A Assembleia Geral da ONU se reúne nesta quinta-feira em sessão especial de emergência para debater a situação entre Israel e o grupo Hamas. Cerca de uma centena de países estão inscritos para discursar.
O encontro foi solicitado por países, especialmente de origem árabe, devido à falta de progresso e ao impasse no Conselho de Segurança da ONU, que não conseguiu chegar a uma resolução sobre a guerra.
Até agora, quatro propostas foram votadas, mas sem sucesso. Agora, o Brasil lidera uma nova tentativa de avançar com uma resolução junto aos membros eleitos do Conselho, chamados de E10.
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Francis condenou os ataques do Hamas a Israel, em 7 de outubro. “A brutalidade dos ataques do Hamas é chocante e inaceitável, e não tem lugar, repito, não tem lugar no nosso mundo”, disse. “Da mesma forma, condeno e rejeito o ataque indiscriminado a civis inocentes na Faixa de Gaza e a escala de destruição de essenciais infraestruturas por parte de Israel”, emendou.
As declarações de Francis ocorrem em meio à crise entre Israel e a ONU. Durante uma reunião do Conselho de Segurança nesta semana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques do Hamas, mas afirmou que eles não aconteceram no “vácuo” e que o povo palestino tem enfrentado 56 anos de opressão. Seu discurso irritou a diplomacia israelense, que pediu sua imediata demissão.
De acordo com o presidente da AGNU, diante da atual conjuntura no Oriente Médio, o caminho mais imediato é claro: “A violência tem de cessar e há de se evitar mais derramamento de sangue”, alertou. Ele defendeu a imediata libertação incondicional de todos os reféns, de um cessar-fogo humanitário e da abertura de corredores de assistência sanitária e de socorro.
Francis pediu que todas as partes devem respeitar o direito humanitário internacional e criar imediatamente as condições necessárias para permitir a abertura de um corredor humanitário para a Faixa de Gaza. Urgiu ainda os dois lados, sendo Estado ou não, ou seja, tanto Israel quanto o grupo Hamas, a deixarem de lado as animosidades e preservarem vidas. Demonstrou apoio a qualquer iniciativa que coloque um fim à violência que se estende no Oriente Médio desde o dia 7 de outubro.
Estadão Conteúdo

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