Assembleia-Geral da ONU aprova resolução sobre conflito entre Israel e Hamas com 120 votos favoráveis
A resolução aprovada reafirma a importância do direito internacional humanitário e apela por uma trégua humanitária imediata.

Foto: Mike Segar/Reuters
Guerra em Israel – A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira, 27, uma resolução relacionada à guerra em curso entre Israel e o grupo Hamas. Proposta pela Jordânia e apoiada por mais 47 países, a resolução recebeu 120 votos a favor, 14 contrários e 45 abstenções após dois dias de uma sessão especial de emergência.
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A resolução aprovada reafirma a importância do direito internacional humanitário e apela por uma trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada, a qual conduzirá ao fim das hostilidades. O texto expressa ainda “profunda preocupação” com o aumento da violência no Oriente Médio e condena todos os atos de violência contra civis palestinos e israelenses.
Ao comentar a resolução antes da votação, o representante permanente da Jordânia na ONU, Mahmoud Al Hmoud, defendeu a necessidade de um “cessar-fogo imediato” e a necessidade de se criar um caminho para soluções diplomáticas no Oriente Médio. “Não é apenas nossa responsabilidade, mas uma profunda obrigação moral ao defender a causa”, disse.
Já a emenda sugerida pelo Canadá e que mencionava o Hamas, contudo, não foi aprovada. O texto recebeu 88 votos a favor, 55 contra e 23 abstenções.
Em geral, basta a maioria simples para a aprovação na Assembleia-Geral. No entanto, quando o tema é sobre paz e segurança, como é o caso da resolução debatida nesta sexta, são necessários dois terços dos votos presentes.
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A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas Greenfield, criticou a resolução, argumentando que ela é “profundamente falha” por não mencionar o Hamas e os reféns. Os EUA foram co-patrocinadores da emenda proposta pelo Canadá.
O Brasil votou a favor dos dois textos apreciados na Assembleia-Geral. O embaixador brasileiro, Sérgio Danese, reforçou o coro de cobrança para que a ONU por meio de seus diferentes órgãos se posicione frente ao “doloroso conflito” no Oriente Médio, que se arrasta desde o dia 7 de outubro, ao discursar, nesta sexta-feira.
“A nossa resposta coletiva a esta crise, que todos tememos que só se agrave se nada for feito, será um momento divisor de águas para a ONU”, disse Danese, durante sessão especial de emergência da Assembleia-Geral da ONU. “Será um testemunho da eficácia do multilateralismo ou do seu maior enfraquecimento”, acrescentou.
De acordo com ele, tanto a Assembleia-Geral quanto o Conselho de Segurança devem agir de forma decisiva frente à crise no Oriente Médio. “O mundo está nos observando. E isso não é retórica. O mundo está realmente nos observando e espera uma resposta eficaz”, afirmou o embaixador brasileiro.
Estadão Conteúdo

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