Copom decide nesta quarta corte dos juros básicos da economia
Taxa Selic, em 12,75% ao ano, deve cair em 0,5 ponto percentual.
- Foto: Reprodução
Hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, em um contexto de alta do dólar e juros elevados nos Estados Unidos. A expectativa gira em torno de um corte na taxa de 12,75% para 12,25% ao ano, representando o terceiro corte desde o último ciclo de aperto monetário em agosto.
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Os comunicados prévios do Copom sugeriram cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros, posição reforçada na edição mais recente do boletim Focus. Apesar de previsões convergentes para um corte de 0,5 ponto, algumas instituições indicam possibilidade de corte menor, de 0,25 ponto. As projeções do mercado financeiro apontam para uma taxa de 11,75% ao ano no encerramento deste ano.
O Copom expressou preocupação com a incerteza nos mercados financeiros na última reunião, destacando potenciais riscos de um aumento no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perto do final do ano. A incerteza reflete, em parte, a execução das medidas fiscais pelo governo e é agravada por fatores internacionais, como a expectativa de aumento de juros nos EUA e os conflitos no Oriente Médio entre Israel e o grupo palestino Hamas.
O Banco Central reforçou a importância de uma atuação firme para reduzir as expectativas de inflação e garantir a estabilidade econômica e institucional. As expectativas de inflação têm diminuído, refletindo a desaceleração nos índices de preços dos últimos meses.
O último Boletim Focus aponta uma ligeira queda na estimativa de inflação para 2023, passando de 4,65% para 4,63%. Este cenário está dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que varia até 4,75% para este ano.
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Em setembro, o IPCA atingiu 0,26%, influenciado principalmente pelo aumento nos preços dos combustíveis. Apesar dessa pressão, o indicador permaneceu dentro das expectativas do Boletim Focus, acumulando um aumento de 3,5% no ano e 5,19% nos últimos 12 meses.
A taxa Selic, utilizada como referência para diversas taxas na economia, é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Alterações na Selic afetam diretamente o crédito, o custo de empréstimos e a poupança. Se reduzida, espera-se um estímulo à economia e ao consumo, mas taxas mais altas podem conter a demanda aquecida, influenciando os preços.
O Copom se reúne a cada 45 dias para analisar a situação econômica e, em um segundo dia de encontro, decide sobre a Selic. Para 2023, a meta de inflação é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O Banco Central mantém a projeção de encerramento do IPCA em 5% para 2023, indicando uma possível margem de estouro da meta. O próximo relatório será divulgado no final de dezembro.

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