Lula veta integralmente PL com alterações na CLT
Texto permitira que atividades saíssem do rol de operações perigosas; para governo, texto é vago.
- Foto: Thiago Gadelha
Nesta sexta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente um projeto de lei (PL) aprovado pelo Senado Federal em outubro, que propunha modificações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto de lei visava retirar as atividades com exposição a substâncias inflamáveis, como aquelas relacionadas ao manuseio de combustíveis, bem como os profissionais envolvidos nos equipamentos de refrigeração de cargas, do rol de atividades consideradas perigosas.

Veja mais matérias sobre política.
De acordo com a legislação trabalhista brasileira, tais atividades contam com o pagamento de adicional de periculosidade. O veto do presidente considerou uma manifestação concisa do Ministério do Trabalho, liderado por Luiz Marinho. Para o Ministério, a proposta contraria o interesse público ao ser excessivamente genérica. A pasta apontou que a proposta “estabeleceria, por meio da lei, possibilidades de desqualificação de periculosidade das atividades e operações, sem indicar critérios e parâmetros específicos para as quantidades de substâncias inflamáveis, líquidas ou gasosas liquefeitas que podem ser transportadas, a fim de garantir a proteção e a segurança dos trabalhadores nos setores de transporte de cargas e de passageiros”.
O veto presidencial em relação às modificações propostas na CLT será agora submetido à análise do Congresso Nacional. Além disso, o Ministério de Luiz Marinho está concentrado na elaboração de um texto regulatório referente ao transporte por aplicativos, um tema que tem recebido atenção na pauta governamental.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






