Plano de Bioeconomia vai apoiar comunidades tradicionais atingidas pela estiagem
Agenda promovida pelo GCF Task Force objetiva desenvolver um Plano de Bioeconomia no Amazonas.

Foto: Noir Miranda/Sema
Notícias do Amazonas – Nesta segunda-feira (6), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) participou da segunda fase do Workshop de Planejamento em Bioeconomia, promovido pela Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force).
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O objetivo de levar adiante as discussões fomentadas durante a primeira reunião, bem como adicionar novas propostas, levando em conta o cenário atual de estiagem no Amazonas.
O grupo, formado por instituições representantes do estado, da Força-Tarefa GCF, startups, indústrias, agentes, pesquisadores e técnicos ambientais, discorreu sobre os próximos passos a serem tomados, áreas prioritárias para o modelo de políticas públicas, além de questões referentes à justiça climática. Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, as populações mais vulneráveis são as que mais sofrem com os impactos ambientais.
“A bioeconomia tem que conectar extrativismo, cadeia de floresta em pé, obviamente tem que conectar startups que possam assegurar preço justo, para que isso chegue no mercado sem concentrar a qualidade, quantidade de recursos e de lucro na mão de quem está apropriado do uso da tecnologia, sem remunerar o conhecimento tradicional associado”, afirmou.
Enfrentamento à estiagem
Com a estiagem e as mudanças climáticas que afetam o Amazonas, foi trazida à mesa a necessidade de medidas rápidas de apoio socioeconômico às populações amazonenses. Eduardo Taveira deu destaque para a conservação das atividades econômicas de baixo impacto ambiental em desenvolvimento nas comunidades tradicionais.
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“Essa é uma agenda que tem que ser compatível com as atividades econômicas que possam suportar um modelo de sustentabilidade efetiva a partir dessa valorização da floresta em pé. Se essas ações não estiverem vinculadas à melhoria efetiva da qualidade de vida de quem cuida da floresta, iremos continuar repetindo os mesmos ciclos”, declarou.
Segundo Colleen Lyons, é necessário, além das pautas já apresentadas, pensar em estratégias de mitigação da crise climática, trazendo valor econômico para a floresta em pé; e adaptação logística, para acesso a recursos alimentícios, água e insumos básicos.
Redação AM POST*
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