Lula e líderes alinham votação da reforma tributária no Senado
Reunião no Planalto traçou estratégias para aprovação.

Foto: Agência Brasil
Nesta segunda-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente de uma reunião estratégica no Palácio do Planalto com líderes partidários da base governista no Senado. O encontro teve como objetivo traçar os últimos ajustes para a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma tributária, agendada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (7), seguida pela votação no plenário no dia seguinte.
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O encontro, que contou com a presença dos senadores Eduardo Braga, Confúcio Moura, Davi Alcolumbre, Efraim Filho, Fabiano Contarato, Jacques Wagner, Omar Aziz, Randolfe Rodrigues, Weverton Rocha, Otto Alencar, Eliziane Gama, e dos ministros Fernando Haddad e Alexandre Padilha, teve início às 19h30, encerrando pouco antes das 23h.
O senador Jacques Wagner, ao falar com jornalistas após a reunião, destacou que cada votação requer um esforço de persuasão e ressaltou a importância da reforma tributária, citando dados do Banco Mundial sobre o sistema tributário brasileiro, classificado como o sétimo pior entre 190 países.
Para a aprovação no plenário, o governo necessita de, no mínimo, 49 votos. Wagner destacou que o principal recurso do governo é a convicção. Além disso, houve um acordo entre governo e oposição para analisar, nesta semana, os vetos pendentes de análise, com destaque para o marco temporal, previsto para a pauta da sessão do Congresso de quinta-feira (9).
Questionado sobre a quantidade de votos favoráveis, Wagner não fez contagem, mas expressou confiança no êxito da aprovação da reforma tributária.
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O parecer da PEC da reforma tributária, elaborado pelo senador Eduardo Braga e entregue na semana passada, manteve grande parte da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, porém com alterações significativas. Com 663 emendas apresentadas no Senado, Braga acolheu, total ou parcialmente, 183 delas, introduzindo modificações como a criação de uma trava para a carga tributária, a revisão periódica dos setores sob regimes específicos de tributação, entre outras.
O senador ainda deve incluir de 7 a 9 novas modificações ao parecer antes da votação na CCJ, aprimorando os pontos em discussão na reforma tributária, que promete impactar a estrutura fiscal do país.
Redação AM POST*

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