Após visita técnica, vereador cobra audiência pública para discutir lixão da Marquise Ambiental em Manaus
A empresa é a responsável pela construção do novo aterro sanitário da capital e será questionada sobre as impactos ambientais causados pela obra.
- Foto: Divulgação
Após visita técnica, vereador cobra audiência pública para discutir lixão da Marquise Ambiental em Manaus
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Notícias de Manaus– O vereador Lissandro Breval (Avante), afirmou que irá solicitar uma audiência pública para tratar do aterro sanitário fomentado pela construtora Marquise Ambiental, localizado na BR-174, próximo ao Igarapé do Leão e ao Rio Tarumã-Açu, na zona Oeste da capital. Ele esteve presente em uma visita realizada ao local nesta quinta-feira (9) e também enviará um questionário para a empresa responder.
Os vereadores que integram a Comissão e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) foram a visita para ver de perto as condições do novo lixão. A pauta vem sendo discutida tanto pelo Parlamento Municipal, como pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), desde agosto deste ano.
“Estive no local da obra, que está em andamento, e meu objetivo, após ver a apresentação, é lutar pra que audiência pública seja realizada. Precisamos agir rápido e de forma didática para resguardar a questão ambiental e também a população que vive no entorno do igarapé do Leão”, afirmou o vereador.
A empresa tem sido denunciada por um crime ambiental no local, há alguns meses, pois o igarapé do Leão, que é o maior afluente do Tarumã, está localizado nas proximidades do aterro sanitário. A degradação ambiental causada pela construção do aterro é evidente, prejudicando não apenas o ecossistema local, mas também as comunidades que dependem do igarapé para sobreviver.
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“O maior afluente do Tarumã, o igarapé do Leão, está ali. É um crime ambiental sem precedentes. Isso somado ao drama que centenas de pessoas que moram nas comunidades vizinhas e dependem do igarapé para viver, fica ainda mais absurdo. As águas já estão toldadas pelo barro movimentado. Vamos ver o que a empresa tem a dizer”, declarou Breval.
A empresa Marquise é a responsável pela construção do aterro sanitário e será questionada sobre as impactos ambientais causados pela obra. Breval afirmou que é preciso ouvir o posicionamento da empresa e entender quais medidas serão tomadas para mitigar os danos ao ecossistema e à população local.
A realização de uma audiência pública proporciona um espaço de debate e participação da sociedade civil no processo de tomada de decisão. É essencial ouvir as preocupações e sugestões da população afetada e dos especialistas na área ambiental. Dessa forma, é possível encontrar soluções mais justas e que considerem todos os aspectos envolvidos.
Imprensa barrada
A imprensa foi impedida de participar da visita técnica ao novo aterro sanitário construído pela empresa. De acordo com informações divulgadas esta semana pela imprensa, os portais e jornalistas que procuraram o setor de comunicação da Marquise para conseguirem acompanhar a agenda dos parlamentares no local, estão sendo informados de que a visita é restrita a um seleto grupo de pessoas, composto de autoridades como os vereadores e membros do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
Redação AM POST*
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