Com apoio da Fenaj, jornalistas de esquerda defendem o Hamas e comparam sionismo ao fascismo
O debate, que durou quase três horas, revelou opiniões e uma visão crítica em relação à cobertura midiática do conflito israelo-palestino.
- Foto: Divulgação
O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo recebeu na última terça-feira (14) um ato de apoio ao Hamas. O evento, intitulado “Propaganda de Guerra e o Genocídio na Palestina”, contou com a presença de três ativistas da Palestina e teve como objetivo discutir a cobertura midiática do conflito. No entanto, a adesão foi pequena, contando com apenas uma pequena plateia e sendo transmitido ao vivo pela internet.
PUBLICIDADE
O debate, transmitido ao vivo pela internet, abordou questões como a cobertura midiática do conflito entre Israel e Palestina, alegando parcialidade em favor do sionismo. Os participantes criticaram veementemente o que chamaram de “genocídio comunicacional” por parte de Israel, enquanto defendiam a resistência palestina.
Além disso, houve críticas à imprensa, acusada de seguir um suposto “manual de redação do sionismo”. Breno Altman, fundador do site Opera Mundi, afirmou que o objetivo é “deslegitimar a cobertura sobre a questão palestina” e desacreditar todas as informações provenientes dos meios de comunicação tradicionais.
Durante o evento, os participantes expressaram posições, acusando os sionistas de controlar a imprensa, a indústria do entretenimento e parte do mercado financeiro. Também houve críticas à classificação do Hamas como grupo terrorista, com pedidos para desconstruir essa imagem nos meios de comunicação.
O debate, que durou quase três horas, revelou opiniões e uma visão crítica em relação à cobertura midiática do conflito israelo-palestino, enfatizando a necessidade de solidariedade à resistência palestina e a rejeição de qualquer “dois ladismos” na abordagem do tema.
PUBLICIDADE
Vale ressaltar que a Fenaj ajudou a organizar o ato, sendo representada por seu integrante Pedro Pomar. Isso evidencia o apoio da entidade à discussão proposta e ao posicionamento dos ativistas presentes. No entanto, é importante destacar que a adesão ao evento foi pequena, o que pode indicar que nem todos os jornalistas estão alinhados com essa visão.
O ato teve início com a execução do hino nacional da Palestina. Em seguida, Pedro Pomar, representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), fez uso da palavra para criticar a cobertura midiática do conflito entre Israel e Palestina. Segundo ele, os jornalistas precisam deixar de apoiar o que chamou de “genocídio” na Palestina e se engajar em uma disputa político-ideológica contra a “propaganda do sionismo” em favor da Palestina. Pomar ressaltou a importância de os jornalistas exercerem seu papel com imparcialidade e repudiou a forma como os veículos de comunicação têm, segundo ele, demonizado o povo palestino.
Após o discurso de Pomar, foi a vez de Ualid Rabah, presidente da Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil), tomar a palavra. Rabah destacou a falta de honestidade da imprensa ao mostrar os ataques promovidos pelo Hamas em 7 de outubro, afirmando que os veículos de comunicação estavam prontos para demonizar todo o povo palestino por meio de uma “propaganda de guerra” disfarçada de notícias. Para ele, o ataque de Israel a Gaza pode ser considerado como o primeiro “genocídio comunicacional” da história.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






