Relatório da Seap revela envolvimento ilícito de advogados e líderes de facções em presídio de Manaus
Segundo o documento, a suspeita é de que ocorreram reuniões inapropriadas entre as partes.
- Foto: Reprodução/Internet
Notícias do Amazonas – Foi divulgado neste sábado (18), um Relatório de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) que expõe a suposta participação ilegal de advogados e líderes de facções criminosas no Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT), localizado no Amazonas. Segundo o documento, a suspeita é de que ocorreram reuniões inapropriadas entre as partes.
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É importante ressaltar que as negociações irregulares eram realizadas com líderes de alta periculosidade de três organizações criminosas: Comando Vermelho (CV-AM), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Revolucionários do Amazonas (RDA).
O relatório, datado de julho deste ano, foi elaborado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e revela que os advogados se aproveitavam da prerrogativa de confidencialidade com os presos para utilizar o parlatório virtual para fins que extrapolavam a defesa criminal. Segundo o documento, esses profissionais distorciam o propósito da plataforma de comunicação ‘Skype’ e a utilizavam como meio de “comunicação indevida com o mundo externo, coordenando atividades relacionadas ao tráfico de drogas, movimentação financeira dos criminosos e questões ligadas a facções”.
Para combater essa prática, uma medida cautelar foi tomada visando à realização de intercepção ambiental nas comunicações entre os advogados e os presos. A intercepção ambiental consiste na captação de sons ou imagens, feita por terceiros, sem o conhecimento dos envolvidos.
Dentre os envolvidos citados no relatório, destaca-se Yanne Pinheiro Teixeira, companheira do policial civil Odirlei Araújo, e também a advogada Janai de Souza Almeida, esposa do traficante Denilson de Andrade Júnior, conhecido como “Pelado” e líder do Comando Vermelho no bairro Colônia Antônio Aleixo.
A intercepção ambiental é uma medida de monitoramento utilizada para captar sons e imagens sem o conhecimento dos envolvidos. No caso em questão, o uso dessa técnica tem como objetivo combater a comunicação indevida entre advogados e presos, que estariam utilizando o parlatório virtual para fins ilícitos. Essa medida visa coibir atividades criminosas e garantir a segurança dentro do sistema penitenciário.
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A comunicação indevida entre advogados e presos representa uma grave violação às normas e à ética profissional. Essa prática compromete a integridade do sistema de justiça e contribui para a perpetuação das atividades criminosas. É fundamental que sejam adotadas medidas rigorosas para prevenir e reprimir esse tipo de conduta, garantindo assim a lisura dos processos penais e a segurança da sociedade como um todo.
Veja documento:
Redação AM POST*
*Com informações do CM7
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