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Plebiscito na Venezuela para anexar parte da Guiana gera preocupações sobre uma possível guerra

A Venezuela deseja anexar uma área que representa 74% do território do país vizinho.

Por Hugo Guimarães

21/11/2023 às 16:14

Foto: Reprodução

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou em seu perfil no X (antigo twitter), que o país fará um referendo para anexar um território da Guiana à Venezuela. A declaração foi feita no dia 10 de novembro. O país informou que o anúncio é provocativo e que a eventual decisão não terá efeito jurídico internacional.

A região de Essequibo ou Guiana Essequiba é disputada entre os 2 países há mais de 1 século. O local tem 160 mil quilômetros quadrados e é administrado pela Guiana, que tem como chefe de Estado Irfaan Ali.

A Venezuela deseja anexar uma área que representa 74% do território do país vizinho.

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A Guiana tem 214.969 quilômetros quadrados, com uma população de 800 mil habitantes. As línguas oficiais são inglês e idiomas regionais. A moeda é o dólar da Guiana.

“No próximo referendo (3 de dezembro) o nosso Povo decidirá democraticamente o seu futuro e o seu destino. Num dia que nos convoca a todos, para além das diferenças, pela defesa territorial e pelo respeito pela nossa soberania. El esequibo és de Venezuela!”, declarou Maduro.

O governo da Guiana disse no sábado que o referendo é um crime internacional e disse que a Venezuela tenta enfraquecer a integridade territorial do Estado soberano da Guiana.

O país defende o tratado assinado em Washington em 2 de fevereiro de 1897, que determinou a linha divisória entre a colônia da Guiana Britânica e os Estados Unidos da Venezuela em 1899. O Reino Unido e a Venezuela concordaram que os resultados do acordo seriam uma solução “completa, perfeita e final”.

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“Durante mais de 6 décadas, a fronteira foi internacionalmente reconhecida, aceita e respeitada pela Venezuela, pela Guiana e pela comunidade internacional como sendo a fronteira terrestre entre os 2 Estados”, disse o governo do país.

Possível guerra na América do Sul

A anexação da Guiana pode levar a uma guerra na América do Sul. A Guiana é um aliado dos Estados Unidos, que já expressou preocupação com a decisão de Maduro. O governo americano pode tomar medidas para impedir a anexação, como impor sanções econômicas à Venezuela ou até mesmo enviar tropas para a região.

Um conflito entre a Venezuela e a Guiana seria um desastre para a América do Sul. A guerra poderia causar milhares de mortes e desestabilizar a região.

Em meio às crescentes tensões na fronteira entre Venezuela e Guiana, um morador da Comunidade Passarão, no interior de Roraima, capturou imagens surpreendentes da passagem de um tanque de guerra anfíbio do exército brasileiro pela estrada.

Moradores de Pacaraima relatam a movimentação militar no local e que as forças militares bolivarianas estariam se deslocando rumo a fronteira da Guiana nas proximidades do Monte Roraima, na Venezuela.

Maduro diz que vai fazer um plebiscito, cujo resultado obviamente ele quem vai determinar qual será o posicionamento dos venezuelanos – mas antes mesmo de “ouvir” a população, já teria começado uma mobilização de tropas.

Outra desculpa para um possível ataque à Guiana seria a autorização para a construção de uma pretensa base militar americana na fronteira da Venezuela, algo que o governo da Guiana nega com veemência.

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Por trás de tudo, o foco seria a disputa por bilionários poços de petróleo existentes na República da Guiana, que Maduro quer tomar.

O sinal de uma possível guerra entre Venezuela e Guiana esta evidente, segundo observadores. Com os americanos, claro, do lado da Guiana.

O futuro da Guiana Essequiba

O futuro da Guiana Essequiba é incerto. A anexação pela Venezuela é uma possibilidade real, mas também é possível que a disputa territorial continue por muitos anos.

Apelo a Haia

A Guiana apelou à Corte Internacional de Justiça de Haia para que a ação venezuelana seja declarada ilegal. A Corte se reunirá para examinar o caso no dia 14.

Redação AM POST

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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