Conheça a ‘montanha-russa da morte’, de onde nenhum passageiro sai vivo
Descubra a intrigante ‘montanha-russa da morte’.

Foto: Reprodução- Montanha-russa da morte
Curiosidades– Você já imaginou uma montanha-russa capaz de matar seus passageiros? Parece um cenário assustador, mas foi exatamente esse o conceito criado por Julijonas Urbonas, um artista e candidato a doutorado no Royal College of Art, em Londres. A Euthanasia Coaster (ou “Montanha-Russa da Eutanásia”) foi projetada para ser uma experiência extrema, onde os passageiros experimentariam a morte de maneira elegante e eufórica. Neste artigo, exploramos o conceito dessa criação chocante, seu design, os efeitos fisiológicos e seu impacto na cultura popular.
O Design da Euthanasia Coaster
O conceito de Urbonas é uma montanha-russa de aço, mas não qualquer tipo de montanha-russa. A Euthanasia Coaster foi projetada para realizar uma queda fatal com apenas uma viagem. O percurso começa com um elevador inclinado que leva o trem de 24 passageiros a uma altura de 510 metros, o que leva cerca de dois minutos para ser alcançado. Ao atingir o topo, o trem cai em uma queda de 500 metros a uma velocidade de 360 km/h, perto de sua velocidade terminal, antes de seguir por uma série de sete inversões ligeiramente clotóides.
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Essas inversões são projetadas para gerar forças G intensas nos passageiros, com cada uma sendo mais apertada que a anterior, para garantir que a pressão exercida seja de 10 G — força suficiente para induzir a perda de consciência e, eventualmente, a morte por hipóxia cerebral, ou falta de oxigênio no cérebro. O design foi concebido para evitar qualquer possibilidade de sobrevivência involuntária dos passageiros, com cada inversão servindo para garantir o resultado fatal.
Fisiopatologia: Como a Euthanasia Coaster Mata Seus Passageiros
O método pelo qual a Euthanasia Coaster levaria à morte seus ocupantes envolve a indução de hipóxia cerebral, que ocorre quando o cérebro não recebe oxigênio suficiente. A montanha-russa é projetada para causar uma série de inversões rápidas, submetendo os passageiros a 10 G de força durante 60 segundos, o que leva à perda de consciência e, eventualmente, à morte. A ideia por trás da montanha-russa é garantir uma morte rápida e eficaz, sem dor, através da falta de oxigênio e da pressão das forças G extremas.
Exposição e Repercussão
O conceito de Urbonas gerou grande repercussão na mídia, especialmente após sua exibição na exposição HUMAN+ na Science Gallery, em Dublin, em 2011. A exposição, que focava no futuro da humanidade e da tecnologia, destacou a Euthanasia Coaster como uma crítica ao prolongamento da vida e aos dilemas éticos envolvidos em questões como a eutanásia e a morte assistida.
Em 2015, o projeto também foi exibido no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, na Espanha, gerando discussões sobre os limites da vida humana e a possível aplicação de tecnologias futurísticas para lidar com a morte. A ideia de uma “montanha-russa da morte” ressoou como um alerta para os desafios éticos da sociedade moderna.
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O Impacto na Cultura Popular
A Euthanasia Coaster não ficou restrita ao mundo das exposições artísticas e debates filosóficos. O conceito de Urbonas inspirou a cultura popular em várias formas. Em 2013, o grupo de rock norueguês Major Parkinson lançou o single “Euthanasia Roller Coaster”, que faz referência direta ao projeto. Além disso, o curta-metragem Vladimir Chong Chooses to Die, de Lavie Tidhar, incorpora a ideia da montanha-russa fatal, levando o conceito para uma narrativa mais dramática.
Outro exemplo é o filme H Positive, de Glenn Paton, que explora a história de um homem rico que, ao descobrir que está morrendo, encomenda a construção de uma Euthanasia Coaster em um parque de diversões privado. Embora Urbonas não seja mencionado diretamente no filme, a ideia da montanha-russa como um meio de lidar com a morte é claramente inspirada no seu design.
A Euthanasia Coaster é, sem dúvida, uma das criações artísticas mais controversas e impactantes da década. Ela nos faz refletir sobre as questões filosóficas que envolvem a vida e a morte, especialmente em uma sociedade que enfrenta dilemas éticos sobre a eutanásia, o prolongamento da vida e a morte assistida. Embora seu conceito pareça extremo, a ideia de Urbonas é mais uma provocação filosófica do que uma proposta viável para a realidade.
Esta montanha-russa, que representa um dos limites mais extremos da interação entre arte, ética e tecnologia, levanta questões sobre até onde podemos ir na busca por soluções para problemas existenciais. A Euthanasia Coaster continua a desafiar nossas percepções sobre o controle da vida e da morte e nos lembra de que, na busca pela eternidade ou pela escolha do fim, também somos limitados pela natureza humana e pela ética da sociedade.
Fonte: Wikepédia
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