Exército venezuelano tem mísseis que podem alcançar Manaus caso haja conflito com a Guiana
O alerta é do político Ciro Gomes que afirma que o armamento bélico do país vizinho se deve à proximidade com a Rússia e China.
- Arte: Lídia Silva
Notícias de Manaus– O ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) se posicionou, em live no Youtube, duramente acerca do conflito entre a Venezuela e a Guiana pelo território de Essequibo e fez um alerta importante de que o país dominado pelo ditador Nicolás Maduro possui mísseis que podem alcançar Manaus.
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De acordo com o político, para enfrentar uma guerra o armamento do país vizinho é melhor que o do Brasil e se deve à proximidade da Venezuela com a Rússia e China. Conforme o ex-presidenciável, o único lugar que está desmatado e que a Venezuela poderia eventualmente acessar Essequibo por terra, passa pelo Brasil.
“Eu lamento muito dizer, vivo falando sobre isso, hoje a Venezuela está muito melhor apetrechada, muito melhor equipada, muito mais modernamente estruturada para um conflito bélico do que as forças armadas brasileiras na região. A Venezuela, para superar o isolamento violento dos americanos, acertou-se com chineses e com russos. Estão lá dentro da Venezuela consultores, estrutura de inteligência, equipamentos sofisticados, inclusive mísseis que podem alcançar Manaus“, declarou.
Ciro alerta ainda que o “Brasil não pode tolerar invasores” e que, em caso de uma guerra, o “Brasil precisa entrar com tudo”.
“Temos que dizer que não aceitamos, não concordamos. Com toda clareza. Não pode ter dubiedade, amizade do PT com a Venezuela. […] Nós temos que dizer em alto e bom som – e o Lula não disse ainda com toda clareza – que não aceitamos. Não aceitamos e ponto final”, disse o político.
Gomes conclui com uma pergunta retórica: ‘Maduro seria louco?’ À qual responde: “Não. Ele não é louco. É a velha tática dos ditadores em crise de criar condições de excitar a opinião pública doméstica criando um inimigo externo. É exatamente isso que o Maduro está fazendo agora com essa confusão. Duvido que ele leve às últimas consequências, mas, se ele levar, o Brasil tem que entrar muito duro, muito forte, não tolerar essa invasão”.
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