Saúde abre consulta pública sobre inclusão de vacina da dengue no SUS
Comissão nacional avalia imunizante Qdenga.
- Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde abriu nesta quinta-feira uma consulta pública para a possível incorporação da vacina contra a dengue, chamada Qdenga, ao Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).
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De acordo com a nota divulgada pela pasta, a Conitec, em reunião realizada na quarta-feira (6), recomendou a incorporação do imunizante inicialmente para localidades e públicos prioritários, a serem definidos pelo Programa Nacional de Imunizações. A escolha dos grupos levará em consideração as regiões com maior incidência e transmissão da dengue, além das faixas etárias de maior risco para o agravamento da doença.
A restrição de público também considerará a capacidade de fornecimento de doses por parte da fabricante. No entanto, o governo federal destaca que o preço por dose, atualmente em R$ 170, é considerado alto, mesmo com o desconto inicialmente oferecido. O Ministério da Saúde condiciona a recomendação de incorporação a uma proposta de redução de preço por parte da Takeda Pharma, empresa japonesa fabricante da Qdenga.
Segundo dados avaliados pela Conitec, a eficácia geral da vacina na redução da hospitalização é de 84% nos casos de dengue. Para propor uma estratégia nacional, o Ministério da Saúde questionou a quantidade de doses que poderia ser fornecida ao SUS. A Takeda Pharma indicou que poderá entregar 8,5 milhões de doses no primeiro ano e um total acumulado de 50 milhões em cinco anos.
Consulta Pública com Prazo Reduzido: Todas as recomendações da Conitec passam por uma consulta pública de 20 dias, mas, considerando a projeção epidemiológica para o próximo verão, com possibilidade de aumento de casos de dengue, a consulta será reduzida para 10 dias. Após esse período, as sugestões serão avaliadas pela comissão, que emitirá uma recomendação final.
A vacina Qdenga, se incorporada, será administrada em um esquema de duas doses, com intervalo de três meses. O Ministério da Saúde enfatizou a importância da participação da população na consulta pública para a tomada de decisões relacionadas à saúde pública.

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