Disputa por herança bilionária do empresário “Passarão” movimenta a sociedade e a Justiça do Amazonas
Durante o processo de inventário, os herdeiros descobriram alterações contratuais.
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Resumo
Disputa pelo espólio de Passarão, com porto Chibatão avaliado em R$21 bilhões, envolve herdeiros contra viúva Erisvanha por alterações contratuais suspeitas. TJAM nomeou Jean Bergson inventariante para evitar dilapidação. Grupo nega irregularidades sob segredo de Justiça, com investigações em curso.
Notícias do Amazonas – Uma intensa disputa pelo espólio do empresário José Ferreira de Oliveira, conhecido como “Passarão”, tem movimentado a sociedade e os escritórios de advocacia em Manaus, além de chamar a atenção da Justiça do Amazonas. O empresário faleceu em maio deste ano vítima de câncer, deixando para trás um império construído ao longo de sua vida. Um dos principais ativos é o maior porto privado da América Latina, com um valor estimado em R$21 bilhões.
Em outubro deste ano, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou que Jean Bergson Lacet de Oliveira, filho primogênito de Passarão, seja inventariante do espólio dele. A decisão ocorreu em acolhida ao pedido de quatro herdeiros do empresário que acionaram a justiça com o intuito de afastar a viúva Erisvanha Ramos e evitar a dilapidação do patrimônio após a morte de Passarão.
Durante o processo de inventário, os herdeiros descobriram duas alterações contratuais realizadas quando o empresário já estava gravemente enfermo. Essas mudanças despertaram suspeitas de irregularidades nos documentos, causando revolta e inconformidade na família. A principal preocupação dos herdeiros é que essas alterações transferiram quase metade das cotas societárias para a viúva do empresário, que atualmente ocupa o cargo de diretora financeira do grupo. Os filhos se consideram os legítimos herdeiros e alegam que foram prejudicados pelas mudanças realizadas.
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Grupo Chibatão se manifesta
Diante das acusações dos herdeiros, o Grupo Chibatão, que engloba os negócios do empresário “Passarão”, se manifestou por meio de sua equipe jurídica. A empresa afirma que as alegações dos herdeiros são improcedentes e não refletem a realidade dos fatos. O grupo também ressalta que essas questões estão sob segredo de Justiça e que a sua divulgação pode prejudicar o devido processo legal. Além disso, a empresa alerta que a publicidade do caso pode impactar, de forma indireta, os negócios da companhia. Portanto, o Grupo Chibatão afirma que tomará as medidas cabíveis para que prevaleça a verdade dos fatos.
Possíveis desdobramentos judiciais
A disputa pelo espólio de “Passarão” promete trazer desdobramentos judiciais, pois a família está determinada a buscar seus direitos na Justiça. A investigação das alterações contratuais já está em andamento, e os herdeiros contam com o apoio de advogados especializados nesse tipo de caso. A atuação da Justiça do Amazonas será fundamental para esclarecer os fatos e definir a divisão do patrimônio do empresário.
Herança em xeque
A herança deixada por “Passarão” é de grande relevância financeira, principalmente devido à valorização do maior porto privado da América Latina. Com um patrimônio estimado em R$21 bilhões, é natural que a disputa pelo espólio gere um interesse legítimo por parte dos herdeiros. A família espera que a Justiça consiga esclarecer os questionamentos referentes às alterações contratuais e que a divisão dos bens seja realizada de forma justa e em conformidade com a vontade do empresário.
A disputa pelo espólio de “Passarão” tem gerado grande repercussão na sociedade amazonense. O empresário era conhecido por sua trajetória de sucesso e pelo legado que deixou. A população acompanha atentamente os desdobramentos do caso, utilizando-o como exemplo de como a sucessão empresarial pode ser complexa e desafiadora.
*Com informações do Diário do Poder
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