Maduro confirma reunião com presidente da Guiana em 14 de dezembro
A mediação do encontro será conduzida pela Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e pela Caricom (Comunidade do Caribe).
- Foto: Reprodução
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (11) que se encontrará com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, para discutir a tensão em torno da região de Essequibo. O encontro está agendado para quinta-feira (14) em São Vicente e Granadinas.
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Maduro expressou seu apoio ao diálogo direto e afirmou que participará da reunião em virtude de um “mandato” dos venezuelanos. Em uma carta ao primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, Maduro agradeceu pela mediação nas discussões e reiterou o legítimo direito da Venezuela sobre Essequibo. Ele também pretende abordar a interferência dos Estados Unidos na questão, acusando-os de operações no território contrárias à manutenção da América Latina e do Caribe como “uma zona de paz livre de interesses externos”.
“A posição do nosso país tem sido sempre a busca do diálogo com a Guiana, visando uma solução prática para a controvérsia”, afirmou Maduro.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, foi convidado para a reunião, mas optou por enviar o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim.
A mediação do encontro será conduzida pela Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e pela Caricom (Comunidade do Caribe). Em carta aos líderes Maduro e Ali, o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas descreveu o encontro como “histórico” e previu um “sucesso”.
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Entenda o Contexto: Os venezuelanos aprovaram em referendo, em 3 de dezembro, a anexação da região de Essequibo, correspondendo a 74% do território da Guiana. A medida, de caráter consultivo, foi anunciada por Maduro em 10 de novembro.
A disputa territorial entre os dois países persiste há mais de um século. Essequibo, com 160 mil km², é rico em petróleo e minerais, além de ter acesso ao Oceano Atlântico.
A Guiana considerou a medida provocativa, ilegal e nula em termos jurídicos internacionais, acusando Maduro de crime internacional ao tentar minar a integridade territorial do Estado soberano.
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