Flávio Dino evita responder perguntas sobre imparcialidade em possibilidade de julgar Bolsonaro no STF
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho cobrou posicionamento do ministro.
- Foto: Reprodução
O ministro da Justiça, Flávio Dino, está passando por uma sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (13). Durante a sabatina, o ministro evitou responder perguntas relacionadas a ações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Um dos senadores presentes na sabatina, Rogério Marinho, questionou o ministro sobre seu posicionamento em relação às ações que envolvem Bolsonaro. Marinho perguntou se Dino se sentiria impedido de julgar seu “inimigo declarado”. O senador Magno Malta também reforçou a pergunta.
Dino não respondeu diretamente à pergunta, mas destacou a importância de separar “adversário político e inimigo pessoal”. O ministro afirmou que não é inimigo pessoal de ninguém.
“Não sou inimigo pessoal de rigorosamente ninguém”, declarou o ministro. “Almocei com o presidente Bolsonaro no Palácio do Planalto. Ele me convidou, e almocei com ele. Foi um almoço normal. Então, estive em várias reuniões com sua excelência.”
Dino, indicado ao STF, e Paulo Gonet, indicado à Procuradoria-Geral da República, estão sendo sabatinados pelo colegiado de forma conjunta. Se aprovados pela comissão, os nomes dos indicados serão levados para análise e votação no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira.
Para que Flávio Dino e Paulo Gonet assumam os cargos para os quais foram indicados, é necessário que tenham um mínimo de 14 votos favoráveis na CCJ. Além disso, no plenário do Senado, precisam conquistar o voto de pelo menos 41 dos 81 senadores.
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