Com 47 votos, Flávio Dino é aprovado no Senado para assumir vaga no STF
A indicação de Dino foi aprovada por 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções.
- Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadO
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do jurista Flávio Dino para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação ocorreu em sessão plenária, sendo que os senadores votaram de forma secreta, impossibilitando a identificação do posicionamento de cada parlamentar. A indicação de Dino foi aprovada por 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções, superando a marca mínima de 41 votos necessários para aprovação.
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A próxima etapa para a confirmação de Flávio Dino como ministro do STF é a publicação da indicação pelo presidente Lula no Diário Oficial da União. Após essa formalidade, o Supremo Tribunal Federal marcará a data da posse.
Antes da votação no plenário, os nomes de Flávio Dino e Paulo Gonet, indicado para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram submetidos à análise e aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Na CCJ, Dino recebeu 17 votos favoráveis e 10 contrários, enquanto Gonet obteve 23 votos a favor e 4 contrários.
A indicação de Flávio Dino para o STF gerou debates acalorados entre os parlamentares. Dino, que é filiado ao partido comunista PCdoB, foi Governador do Maranhão entre 2015 e 2022 e é uma figura conhecida por suas posições progressistas e defesa dos direitos humanos. Por outro lado, críticos apontam para a suposta tendência ideológica do jurista e questionam sua imparcialidade em questões políticas e sociais.
A indicação de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda aguarda votação no plenário do Senado. Gonet é advogado, professor e ocupou o cargo de vice-presidente do Supremo Tribunal Federal em 2021. Sua experiência jurídica o credencia para o cargo, mas a votação secreta deixa em aberto a expectativa sobre sua confirmação.
É importante ressaltar que, independente do resultado das votações, as indicações para o STF e PGR são de competência do Presidente da República e devem ser aprovadas pelo Senado Federal. A escolha dos ministros da Suprema Corte e do procurador-geral da República têm um impacto significativo no sistema jurídico brasileiro e são cercadas de expectativa e debates na sociedade.
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