Venezuela e Guiana concordam em não usar força na disputa por Essequibo
Novo encontro entre Nicolás Maduro e Irfaan Ali deve ocorrer no Brasil, segundo um comunicado conjunto lido após a reunião entre os dois governantes.
- Foto: Reprodução
s governos da Venezuela e da Guiana emitiram um comunicado conjunto nesta quinta-feira, anunciando um compromisso de não usar a força e buscar uma solução pacífica para a disputa territorial sobre o Essequibo, uma região rica em petróleo. O acordo foi alcançado após uma reunião de mais de duas horas entre os presidentes Irfaan Ali e Nicolás Maduro, mediada pelo primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves.
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No comunicado de três páginas, ambos os países concordaram em não ameaçar ou usar a força mutuamente em qualquer circunstância, comprometendo-se a resolver qualquer disputa de acordo com o direito internacional, incluindo o Acordo de Genebra. Além disso, reconheceram a controvérsia sobre a fronteira e a futura decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre o assunto.
O texto também destacou o compromisso com a coexistência pacífica e unidade na América Latina e Caribe, ressaltando a importância de evitar “palavras ou ações” que possam intensificar o conflito. Um novo encontro entre os governantes está previsto para ocorrer no Brasil em três meses ou em outra data acordada.
Os pontos principais do acordo incluem:
- Compromisso de não fazer ameaças ou usar a força em qualquer situação.
- Resolução de controvérsias de acordo com o direito internacional.
- Comprometimento com a coexistência pacífica e unidade na América Latina e Caribe.
- Reconhecimento da controvérsia sobre a fronteira e da futura decisão da CIJ.
- Acordo para continuar diálogos sobre questões pendentes.
- Compromisso de evitar “palavras ou ações” que possam intensificar o conflito.
- Comunicação, em caso de incidentes, envolvendo a Caricom, Celac e o Brasil.
- Estabelecimento de uma comissão conjunta com ministros das Relações Exteriores.
- Designação de Ralph Gonsalves, Roosevelt Skerrit e o presidente Lula como interlocutores.
- Designação de António Guterres, secretário-geral da ONU, como observador.
- Compromisso de nova reunião no Brasil ou em data acordada nos próximos três meses para discutir o assunto.
O encontro entre os presidentes representou o primeiro diálogo direto desde que as tensões aumentaram nas últimas semanas, envolvendo um referendo venezuelano, ameaças de invasão territorial e a possibilidade de um conflito armado na fronteira com o Brasil. O compromisso de buscar uma solução pacífica é visto como um passo importante para aliviar as tensões na região.
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