Reunião acaba sem acordo; Venezuela adia lei de anexação
De acordo com o relato do regime chavista, os dois lados expressaram disposição para manter o diálogo.
- Foto: Reprodução
A esperada reunião entre os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Mohamed Irfaan Ali, da Guiana, realizada nesta quinta-feira (14), chegou ao fim com um aperto de mãos, mas sem consenso sobre a disputa pela região do Essequibo. Em Caracas, a Assembleia Nacional venezuelana decidiu adiar a aprovação da lei de anexação do território, aguardando os desdobramentos das negociações no arquipélago de São Vicente e Granadinas, no Caribe. O presidente Ali assegurou o direito de explorar recursos em seu espaço soberano, reforçando que a Guiana não busca a guerra, mas reserva-se ao direito de defender seu país com o apoio de aliados.
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O encontro contou com a mediação de Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do governo brasileiro. Ambos os líderes demonstraram disposição para manter o diálogo, mas as questões em torno do Essequibo continuam sem solução.
A disputa pelo território do Essequibo, com mais de 200 anos, intensificou-se a partir de 2015, com a descoberta de reservas significativas de petróleo na área de 160 mil km². O plebiscito promovido por Maduro neste mês aprovou a anexação da região, gerando tensões. A Guiana reitera que a soberania de suas fronteiras não está em discussão.
A Venezuela busca formalizar a criação de um novo Estado na região disputada por meio da chamada Lei de Defesa da Guiana Essequiba. Com essa legislação, o governo venezuelano pretende estabelecer políticas provisórias até a realização de eleições no território reivindicado ou até encontrar uma “solução prática e mutuamente aceitável” com a Guiana, segundo Maduro.
O Parlamento venezuelano, em sua maioria governista, não fez menção à lei nas sessões realizadas entre quarta-feira e ontem, convocando novo debate para terça-feira. Celso Amorim sugere que o próximo encontro entre Maduro e Ali pode ocorrer no Brasil, em 2024.
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