16 aves apreendidas na casa de Anderson Torres morreram no Ibama
Ibama apreendeu 55 aves na casa de Anderson Torres quando ex-ministro estava preso; Ibama diz que aves estavam debilitadas
- Foto: Vinícius Schmidt
A Polícia Federal enviou dados à Justiça Federal no final de setembro, revelando que, entre as operações realizadas na casa de Torres em fevereiro e abril, 16 aves não resistiram enquanto estavam sob a guarda do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O ex-ministro estava preso nesse período sob suspeita de envolvimento em atos golpistas.
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Os agentes do Ibama e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) conduziram as operações e apreenderam 55 pássaros, que foram levados ao Cetas do Ibama em Brasília. Entre abril e maio, 13 aves morreram, e outras três faleceram a partir de junho, conforme indicado por um laudo da Polícia Federal. Os exames necroscópicos para determinar as causas das mortes ainda não foram concluídos até setembro.
Segundo a Polícia Federal, as aves apresentaram irregularidades como penas danificadas, bicos fragilizados, deficiência nutricional e falta de exposição solar ao chegarem ao Ibama. O relatório indicou que quatro aves foram entregues em condições adequadas, com gaiolas limpas, água, comida e galhos para enriquecimento.
O Cetas do Ibama já havia sido objeto de críticas do Ministério Público Federal (MPF) em 2020, quando o próprio Ibama reconheceu a “precariedade” do centro. Questionado sobre o estado atual do Cetas, o Ibama não forneceu uma resposta direta.
Em resposta às críticas, o Ibama afirmou que as aves que morreram chegaram ao órgão “em condições debilitadas”, apresentando ausência de penas em áreas como dorso, cabeça e membros posteriores, além de fragilidade nos bicos. O órgão aguarda os resultados dos laudos para fornecer mais informações.
No início deste mês, Torres foi indiciado pela PF por maus-tratos contra aves silvestres, falsidade ideológica e criação irregular de pássaros. O MPF solicitou que o caso seja investigado pela Polícia Civil na Justiça Estadual. O ex-ministro nega irregularidades, afirmando ser um criador reconhecido de aves. Até o momento, não houve resposta de Anderson Torres às acusações. O espaço está aberto para manifestações.
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