Lula pede a Gonet que não se submeta a pressões políticas
“Não faça o MP se diminuir”, diz presidente ao novo PGR.
- Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse, nesta segunda-feira (18), a Paulo Gonet como o novo procurador-geral da República. Em seu discurso durante a cerimônia na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, Lula fez um apelo para que Gonet atue de maneira independente, sem se submeter a pressões políticas ou da imprensa, e trabalhe pela prevalência da verdade.
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“O Ministério Público é de tamanha relevância para a sociedade brasileira e para o processo democrático desse país que um procurador não pode se submeter a um presidente da República, a um presidente da Câmara, do Senado, não pode se submeter à presidência de outros poderes, mas também não pode se submeter a manchete de nenhum jornal e nenhuma manchete de um canal de televisão”, afirmou o presidente.
Lula destacou a importância do Ministério Público em garantir a liberdade, a democracia e a verdade. Ele ressaltou a necessidade de evitar acusações levianas, destacando que ações precipitadas não fortalecem a democracia e podem prejudicar pessoas antes mesmo de terem a chance de se defender.
Durante o processo de escolha do novo procurador-geral, Lula expressou sua expectativa por um profissional criterioso que não faça denúncias falsas. Ele afirmou que, apesar de seu respeito pelo Ministério Público, a atuação do órgão na Operação Lava Jato fez com que perdesse confiança.
Paulo Gonet assume a vaga deixada por Augusto Aras. O mandato de Aras terminou no fim de setembro, e Elizeta Ramos assumiu interinamente. A nomeação de Gonet foi feita por Lula no fim de novembro, após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e pelo plenário da Casa.
Gonet, nascido no Rio de Janeiro, é mestre em Direitos Humanos Internacionais pela Universidade de Essex, no Reino Unido, e doutor em Direito pela UnB. Membro do Ministério Público Federal desde 1987, ele ocupou diversos cargos de destaque na instituição, incluindo o de vice-procurador-geral Eleitoral. O novo procurador-geral é reconhecido também por sua atuação acadêmica como professor universitário e autor de publicações na área do Direito.
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