Presença de Força Nacional em terra indígena no Pará será mantida até fevereiro
A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 18.

Foto: Marcelo Camargo
O Ministério da Justiça e Segurança Pública prorrogou por mais 60 dias a permanência da Força Nacional na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Estado do Pará. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 18.
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Conforme a portaria, os militares ficarão na TI até 15 de fevereiro de 2024 em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que atende duas decisões judiciais na área, onde vivem povos indígenas isolados.
Uma das decisões ordena a retirada de cabeças de gado criadas ilegalmente na terra indígena. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que faz parte da operação, a Ituna-Itatá é uma das terras indígenas mais desmatadas do Brasil.
Até agora, a operação Ehara Tapiro apreendeu e retirou mais de 1,7 mil animais da terra indígena, doados para a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara). A ação judicial ainda determina a remoção de não-indígenas da região.
O Ibama comunicou em suas redes sociais que tem sido alvo de ataques desde o início da operação, com episódios de incêndio e destruição de várias pontes, derrubadas por terceiros para dificultar os trabalhos. As equipes estão reconstruindo as pontes danificadas para dar continuidade à operação.
Estadão Conteúdo

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