Dólar cai para R$ 4,86 e atinge menor nível desde fim de novembro
Bolsa volta a bater recorde após elevação de nota da dívida brasileira.
- Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de ganhos, influenciado por fatores internos e externos. O dólar atingiu o menor nível em um mês, ficando abaixo de R$ 4,90, enquanto a bolsa de valores registrou alta consecutiva, alcançando novo recorde.
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O dólar comercial encerrou a terça-feira (19) cotado a R$ 4,865, representando uma queda de R$ 0,04 (-0,81%). Durante todo o dia, a moeda operou em baixa, atingindo sua mínima por volta das 15h30, momento em que chegou a ser negociada a R$ 4,85. Essa queda significativa ocorreu após a divulgação da notícia de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P Global) elevou a nota da dívida pública brasileira.
A S&P Global elevou a classificação da dívida brasileira em dois níveis, indicando uma perspectiva mais positiva para o país e garantindo que o Brasil mantenha sua capacidade de pagamento. A agência destacou a aprovação da reforma tributária e as medidas recentes para aumentar a arrecadação como justificativas para a melhoria da nota.
No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou o dia em 131.851 pontos, apresentando um aumento de 0,59%. Apesar de uma leve perda de fôlego durante a tarde, o indicador se recuperou próximo ao final das negociações, impulsionado pela notícia positiva sobre a classificação da dívida brasileira.
Internamente, a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) também influenciou positivamente os investidores. O Banco Central indicou a intenção de realizar pelo menos dois cortes de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic até março, afastando a possibilidade de cortes mais acentuados de 0,75 ponto percentual.
Apesar da redução nas expectativas de crescimento econômico para o próximo ano, a perspectiva de uma queda mais moderada nos juros animou o mercado financeiro. A permanência dos juros brasileiros em patamares mais elevados em comparação com os dos Estados Unidos incentiva a entrada de capital financeiro no país.
Além dos fatores internos, o cenário internacional também contribuiu para a positividade no mercado financeiro. O aumento no preço do petróleo pelo segundo dia consecutivo e a substancial queda do dólar nos mercados globais também influenciaram a cotação da moeda no Brasil.
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