Servidores do Banco Central aprovam estado de greve geral no órgão
A evolução para uma greve geral pode afetar a manutenção do Pix, apresentando riscos para a continuidade dos serviços.

Foto: Marcello Casal Jr.
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) informou nesta quarta-feira, 20, que a assembleia dos servidores realizada nesta quarta-feira aprovou o “Estado de Greve de Geral” no órgão. O sindicato sinaliza com uma nova assembleia para, aí sim, decidir pela entrada de fato em greve.
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“Essa decisão é uma resposta à análise do texto aprovado da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e das mudanças solicitadas para a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2024. Os auditores fiscais da Receita Federal e a Polícia Federal obtiveram concessões no referido texto e podem receber propostas salariais do governo nos próximos dias, enquanto os funcionários do Banco Central foram excluídos dessas possibilidades”, afirmou o sindicato em nota.
No ano passado, a categoria chegou a paralisar suas atividades por 90 dias por reajuste salarial e reestruturação da carreira, sem obter qualquer resultado junto ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Este ano, a regulamentação da lei sobre bônus de produtividade dos auditores fiscais da Receita Federal em junho intensificou a insatisfação dos funcionários do BC, que contam com o apoio público não apenas do presidente Campos Neto, mas também dos demais diretores da instituição.
Em operação-padrão desde julho, o movimento já tem afetado diversas divulgações estatísticas da autoridade monetária, e instituições financeiras já sentem a demora no andamento de processos junto ao órgão regulador.
Conforme o Sinal, a evolução para uma greve geral pode afetar a manutenção do Pix, apresentando riscos para a continuidade dos serviços. A paralisação também pode prejudicar a conclusão de projetos em andamento, como o Drex, a supervisão de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo, além da regulamentação de ativos virtuais, que entrou em consulta pública na última semana.
Embora o governo Lula tenha autorizado a realização do primeiro concurso para o BC desde 2013, com 100 vagas, a categoria deseja uma reestruturação da carreira antes da realização do certame. Além do bônus de produtividade, os funcionários da instituição monetária pedem a exigência de ensino superior para o cargo de técnico na autarquia e a mudança de nomenclatura do cargo de analista para auditor.
Estadão Conteúdo

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