Empresas aéreas e governo anunciam medidas para tentar baratear passagens
Essas medidas foram uma resposta direta às demandas do Ministério às companhias aéreas.
- Foto: Divulgação
Na última segunda-feira, 18, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em conjunto com representantes das principais companhias aéreas do país, Azul, Gol e Latam, divulgou as primeiras medidas para a redução dos preços das passagens aéreas. O anúncio, focado na promessa de um maior volume de promoções, foi marcado pela presença dos CEOs e CFOs das empresas, indicando uma colaboração direta entre o setor público e privado para enfrentar os desafios apresentados.
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O titular do MPor, Silvio Costa Filho, ao comentar as medidas, reconheceu os desafios a serem enfrentados para concretizar os resultados desejados. “Precisamos reconhecer os impactos sofridos pelas companhias. Mas confio que teremos reflexo na ponta”, afirmou, respondendo a questionamentos sobre a persistência de preços elevados mesmo com o pacote de promoções proposto pelas empresas.
Essas medidas foram uma resposta direta às demandas do Ministério às companhias aéreas. Há um mês, Costa Filho salientou que o governo estava fazendo sua parte em ações para auxiliar as empresas e, como contrapartida, solicitou que as próprias apresentassem iniciativas para enfrentar a questão dos preços. O anúncio conjunto realizado na segunda-feira revela um esforço conjunto para abordar a problemática e promover mudanças palpáveis.
Antes de detalhar as medidas, Costa Filho ressaltou o impacto da pandemia no setor aéreo, destacando que o aumento global nos preços das passagens foi de 10% a 15%. “Desde quando assumimos, temos buscado alternativas para que possamos reduzir os preços. Nosso trabalho é de sensibilização. As aéreas têm livre comércio e não podemos fazer intervenção”, esclareceu.
Entretanto, apesar das expectativas, não foram anunciadas ações concretas em relação ao querosene de aviação (QAV) e ao volume de judicialização reclamado pelas companhias. O ministro mencionou que o QAV já teve uma redução de 19% neste ano, mas reconheceu que o combustível acumulou uma alta de quase 100% no período entre 2019 e 2022. Um grupo de trabalho seguirá buscando alternativas para lidar com essa questão.
As companhias aéreas, por sua vez, apresentaram suas iniciativas para redução de preços:
- Azul: Oferta de 10 milhões de assentos por até R$ 799 em 2024, exigindo a compra com pelo menos 14 dias de antecedência.
- Gol: Oferta de 15 milhões de assentos por até R$ 699, com a promessa de promoções semanais, inclusive para passagens compradas com pouca antecedência.
- Latam: Promoção semanal com um destino oferecendo passagens abaixo de R$ 199. Além disso, a empresa se compromete a ampliar o número de assentos em seus voos em 3 milhões em 2024, o que pode impactar positivamente nos preços.
Costa Filho encerrou o anúncio afirmando que essas medidas representam a primeira etapa do programa e que a colaboração entre governo e empresas deve continuar em 2024, mostrando unidade e esforço coletivo para avançar. O ministro ressaltou que os resultados não serão imediatos, estimando a necessidade de 12 a 24 meses para que as mudanças sejam plenamente percebidas.

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