Em 1º ano de governo, Lula frustra servidor público e não dá reajuste
Servidores esperavam proposta de reajuste na gestão petista — que, durante a campanha, fez acenos ao funcionalismo público.
- Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom
Diante de um cenário orçamentário restritivo em 2023 e perspectivas ainda mais desafiadoras em 2024, o governo federal decepcionou as expectativas dos servidores públicos federais no primeiro ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Presidência da República.
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Em uma reunião conduzida pelo secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão, José Lopez Feijóo, foi destacado que a ministra Esther Dweck fez “enorme esforço” para encontrar espaço financeiro que possibilitasse a elaboração da proposta apresentada, “apesar das restrições orçamentárias existentes”.
No entanto, o presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, expressou sua decepção com o governo. Em entrevista ao Metrópoles, ele questionou: “Foi uma reunião muito frustrante. Por que fazer seis reuniões para dizer que não vai ter nada de recomposição geral em 2024?”. Rudinei enfatizou a expectativa de garantir uma política salarial permanente, semelhante à iniciativa privada, e destacou que ninguém busca extorquir o Estado.
A proposta do governo, que não inclui a recomposição salarial para 2024, também gerou críticas relacionadas ao auxílio-alimentação, que não contempla aposentados e pensionistas. Essa ausência provocou acusações de “etarismo”, considerando que há mais funcionários públicos inativos do que na ativa.
Além da falta de avanço na pauta remuneratória, Rudinei ressaltou que a pauta não remuneratória também não progrediu neste ano. Ele destacou que o déficit de pessoal é de aproximadamente 90 mil servidores e que o Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como o “Enem dos Concursos”, proporcionará apenas um pequeno alívio na carga de trabalho, contratando cerca de 8 mil pessoas. “Contratar 8 mil (pessoas) não vai trazer tanta mudança”, enfatizou.
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