Papa Francisco denuncia a indústria de armas ao fazer um apelo de Natal pela paz no mundo
Papa fez a bênção anual “Urbi et Orbi” (“para a cidade e o mundo”) nesta segunda-feira.
- Photo by Tiziana FABI
Na segunda-feira (25), durante sua mensagem de Natal na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco fez uma crítica contundente à indústria de armas, referindo-se a seus “instrumentos de morte” que alimentam conflitos ao redor do mundo. O pontífice expressou seu pesar pelo “ataque abominável” do Hamas contra o sul de Israel em outubro e pediu a libertação de reféns, ao mesmo tempo que apelou pelo fim da campanha militar israelense em Gaza.
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O líder da Igreja Católica também destacou a terrível perda de vidas civis em conflitos, particularmente em Gaza, e fez um apelo urgente à ajuda humanitária para atender às necessidades da população afetada. Francisco enfatizou que as crianças que morrem em guerras, incluindo as de Gaza, são os “pequenos Jesuses de hoje”.
A tradicional bênção do dia de Natal, conhecida como “Urbi et Orbi”, que normalmente envolve uma lamentação pelas dificuldades enfrentadas pelo mundo, abordou diversos conflitos globais. O Papa instou à prevalência de iniciativas humanitárias, diálogo e segurança sobre a violência e a morte, citando situações do Azerbaijão à Síria, do Sudão do Sul à península coreana.
Francisco dirigiu-se também à questão da migração, chamando a atenção para o fenômeno preocupante e apelando aos governos e pessoas de boa vontade nas Américas para abordar esse desafio, combatendo os traficantes inescrupulosos que exploram os inocentes em busca de uma vida melhor.
Um dos pontos centrais de sua mensagem foi a crítica à indústria de armas, que, segundo ele, alimenta conflitos em todo o mundo. O Papa enfatizou a necessidade de expor os interesses e lucros que impulsionam a guerra, questionando como se pode falar de paz quando a produção, venda e comércio de armas estão em ascensão.
Francisco concluiu seu discurso apelando pela paz entre Israel e os palestinos, destacando a importância do diálogo sincero e persistente, respaldado por uma forte vontade política e apoio internacional. Cerca de 70 mil pessoas compareceram à Praça de São Pedro para ouvir as palavras do Papa durante o discurso e bênção de Natal.
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