Salário mínimo em 2024 será de R$ 1.412; entenda decisão
Valor será oficializado por decreto do presidente Lula até o fim deste mês. Aumento faz parte de política de valorização do salário mínimo
- Prefeitura de Manaus anuncia primeira parcela do 13º salário de servidores municipais-Foto: Reprodução
O governo federal definiu o valor do salário mínimo para o próximo ano, fixando-o em R$ 1.412 a partir de janeiro. Essa quantia segue a nova fórmula estabelecida pela política permanente de valorização do mínimo, criada durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O reajuste, que entra em vigor a partir de fevereiro de 2024, representa um aumento em relação ao valor atual de R$ 1.320. A decisão será oficializada por meio de decreto presidencial até o último dia de dezembro.
Inicialmente, o governo propôs um salário mínimo de R$ 1.421, contudo, a base de cálculo utilizada para o reajuste é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O índice, que era de 4,48% quando o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) foi enviado ao Congresso, foi atualizado para 3,85% em dezembro, resultando na redução do valor proposto.
A nova política de valorização do mínimo combina a inflação medida pelo INPC, acumulado nos 12 meses até novembro do ano anterior ao reajuste, com a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, a partir de 1º de janeiro. O IBGE divulgou o INPC de novembro como 3,85%, e somando ao PIB de 2022, que cresceu 3%, o valor exato seria R$ 1.411,95.
A lei que instituiu a nova política de valorização determina que, quando há valores decimais, o montante seja arredondado para cima, resultando nos R$ 1.412.
A política de reajuste anual do salário mínimo, sancionada este ano pelo governo Lula, representa um aumento real acima da inflação. O valor é implementado por decreto presidencial. O governo Bolsonaro havia abandonado a política de valorização, alegando impacto excessivo nas contas públicas.
O reajuste do salário mínimo não afeta apenas os vencimentos dos que recebem o piso nacional, mas também implica o reajuste de diversos benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo é referência para aproximadamente 54 milhões de pessoas no país. Em 2021, 22,7 milhões foram impactados diretamente, enquanto 31,3 milhões foram afetados indiretamente, representando 25,4% da população brasileira.
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