A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Brasil

Indígenas e partidos pedem que STF derrube lei do marco temporal

A norma foi aprovada pelo Congresso em setembro, poucos dias após o STF rejeitar a tese do marco temporal.

29/12/2023 às 14:40

Foto: Antônio Cruz

O PSOL, a Rede e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) ajuizaram ontem, 28, no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que pede a declaração de inconstitucionalidade da lei que estabelece o marco temporal para demarcação de terras indígenas. A norma foi aprovada pelo Congresso em setembro, poucos dias após o STF rejeitar a tese do marco temporal.

PUBLICIDADE

A lei em foco determina que apenas as terras ocupadas por povos indígenas até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, podem ser demarcadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou essa disposição, mas o Congresso derrubou o veto neste mês. A norma foi promulgada ontem.

Os autores da ação pontuam uma série de violações ao texto constitucional na lei e dizem que “o majoritarismo violento do Congresso Nacional não pode vicejar”. Entre outros pontos, alegam que a norma altera a Constituição por meio de lei ordinária, que não seria o meio adequado, e que os direitos fundamentais são cláusulas pétreas (não podem sofrer alteração legislativa).

“Resta nítido que a vigência da lei implica não só o aumento da violência contra os povos indígenas e seus territórios, como também afeta toda a sociedade indígena e não-indígena, à medida que acentua a degradação do meio ambiente e a crise climática vivenciada em todo o globo”, afirmam.

O processo ainda não foi distribuído a nenhum relator. Os autores pedem que a ação fique sob a responsabilidade do ministro Edson Fachin, que foi relator da ação que resultou na declaração de inconstitucionalidade do marco temporal em setembro.

PUBLICIDADE

Ontem, partidos de oposição ao governo (PP, PL e Republicanos) protocolaram uma ação em sentido contrário. As siglas pedem que o Supremo reconheça a constitucionalidade do marco temporal, argumentando que a última decisão deve ser do Legislativo. A ação foi sorteada para o ministro Gilmar Mendes, que votou contra o marco temporal mas faz ressalvas à amplitude das terras demarcadas.

Até o momento, o governo não apresentou uma ação sobre o assunto. O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou ontem ao jornal Valor Econômico que ainda não definiu se a AGU irá ajuizar uma ação própria ou apenas se pronunciar nos processos em andamento no Supremo.

Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

Autismo: Todos na mesma maré, mas em embarcações diferentes.

Gretchen Stipp

Últimas notícias

Manaus

Prefeitura instala estação para monitorar qualidade do ar em Manaus

Equipamento instalado na Defesa Civil integra o projeto Selva e permitirá monitoramento contínuo da atmosfera.

há 2 horas

Política

Rejeitada: Maria do Carmo tenta fazer videoconferência com Michelle Bolsonaro e fica no vácuo durante evento em Manaus

Pré-candidata ao Governo do Amazonas esperava participação da ex-primeira-dama, mas chamada de vídeo não foi atendida.

há 2 horas

Amazonas

Governador Roberto Cidade inaugura terceira ponte do programa estadual de construção de pontes em Manaus

Nova estrutura liga os núcleos 3 e 4 do bairro Cidade Nova e substitui antiga ponte de madeira utilizada há décadas pela população.

há 3 horas