Entenda como Trump pode ficar de fora das eleições para presidente em alguns estados dos EUA
Mesmo sem ter sido condenado criminalmente, Trump pode ser impedido de concorrer por causa de uma cláusula da Constituição.
- Advogado diz que julgamento de Trump não foi justo e que defesa vai recorrer- Foto: Reprodução
O ex-presidente Donald Trump, considerado um dos favoritos para concorrer à presidência dos Estados Unidos nas eleições de 2024, enfrenta obstáculos legais que podem resultar em sua proibição de participar da votação em alguns estados do país. Embora lidere as pesquisas dentro do Partido Republicano, Trump está sujeito a decisões estaduais sobre sua elegibilidade, evidenciando as peculiaridades do sistema eleitoral norte-americano.
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Recentemente, os estados do Colorado e Maine decidiram que Trump não poderá concorrer à presidência em seus territórios. Isso significa que, caso essas decisões se mantenham, os eleitores desses estados não terão a opção de votar no ex-presidente, enquanto em outros estados ele continuará sendo listado como candidato. A Suprema Corte desses estados tomou as decisões com base no envolvimento de Trump em eventos relacionados à insurreição durante seu mandato.
Ambas as decisões são consideradas históricas nos EUA, fundamentadas no artigo da Constituição que impede pessoas que tenham se envolvido em insurreições enquanto ocupavam cargos públicos de concorrerem novamente. No entanto, nenhuma das decisões é definitiva, pois o caso será julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Há ações semelhantes em mais de dez estados, e a máxima instância da Justiça norte-americana deverá pronunciar-se sobre o assunto.
Na prática, os juízes da Suprema Corte terão que decidir se Trump poderá concorrer mesmo após o ataque ao prédio do Congresso dos EUA em 6 de janeiro de 2021.
A Questão Legal e os Argumentos Envolvidos
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A questão legal gira em torno da Seção 3 da Constituição, estabelecida após a Guerra Civil Americana para impedir ex-dirigentes envolvidos na tentativa de separação de retornarem a cargos públicos. Trump estaria infringindo essa cláusula, de acordo com as decisões desfavoráveis.
Os advogados de Trump argumentam que a Seção 3 não se aplica ao presidente e, mesmo que se aplicasse, seria uma questão política a ser decidida pelos eleitores, não pela Justiça. Eles afirmam que a privação do direito de Trump a um processo legal para atribuir crimes a ele ocorreria se ele fosse impedido de concorrer com base na Seção 3. Além disso, argumentam que a invasão do Capitólio não foi uma insurreição, mas uma forma de rebelião, e a Seção 3 trata especificamente de insurreições.
Por outro lado, os grupos que buscam impedir a candidatura de Trump afirmam que o ataque ao prédio do Congresso foi uma insurreição e que o ex-presidente incentivou seus seguidores a realizar tal ato. O caso agora está a caminho da Suprema Corte dos EUA, que terá que decidir sobre a constitucionalidade da Seção 3 e sua aplicação no contexto do ex-presidente.
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