Israel encontra grande quantidade de armamento chinês em Gaza
Utilizado por membros do grupo Hamas.

Foto: Reprodução
As Forças de Defesa de Israel (FDI) conduziram uma operação que resultou na apreensão de uma “enorme” quantidade de armamento chinês na Faixa de Gaza, utilizado por membros do grupo terrorista Hamas. A descoberta foi revelada pela emissora de TV israelense N12, que informou que a alta cúpula do governo israelense foi notificada sobre a significativa apreensão.
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Carice Witte, CEO do Grupo SIGNAL e especialista em relações China-Israel, em entrevista exclusiva à N12, expressou suas opiniões sobre a descoberta. Witte levantou a possibilidade de que as armas podem ter sido negociadas diretamente por grupos terroristas com Pequim, embora a China, em princípio, não venda armas a organizações não estatais. Ela sugere que governos do Oriente Médio ou agentes chineses independentes podem estar envolvidos em transações ilegais com grupos terroristas, resultando no contrabando dessas armas para Gaza.
“A China possui uma indústria de armamentos considerável. Em princípio, não vende armas a órgãos não estatais, certamente vende armas para os países do [Oriente Médio]”, afirmou Witte. Ela enfatizou a importância de Israel verificar a questão com as autoridades chinesas, dada a possibilidade de envolvimento de atores estatais ou não estatais chineses nesse tráfico de armas.
A CEO do Grupo SIGNAL também destacou as relações comerciais conhecidas entre a China e os países do Oriente Médio, ressaltando que o desvio de armas para mãos erradas não é impossível, considerando o contexto geopolítico.
Esta descoberta ocorre em meio à declaração do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, sobre a complexidade da situação de segurança enfrentada pelo país. Ele identificou uma guerra em seis frentes, que vai além do conflito com o Hamas na Faixa de Gaza, incluindo o Líbano, a Síria, o Irã, o Iêmen e o Iraque. Todos esses países têm algum nível de envolvimento no conflito entre Tel Aviv e o Hamas, seja por meio de grupos militantes, governos hostis ou instabilidade regional.
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O Líbano, sede do Hezbollah, uma organização oficialmente em guerra com Israel desde a década de 1980, e a Síria e o Iraque, que servem como palco e corredor para ataques contra Tel Aviv, destacam a complexidade e a amplitude das ameaças enfrentadas por Israel na região.
À medida que as autoridades israelenses investigam a origem e o destino dessas armas chinesas em Gaza, o cenário geopolítico permanece tenso, com implicações significativas para a segurança regional e as relações internacionais.
Redação AM POST
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