Farmácia Popular distribuiu R$ 7,4 bi a falecidos de 2015 a 2020
Levantamento das fraudes foi feito pela Controladoria-Geral da União.
- Foto: Reprodução
Um programa essencial para a distribuição de medicamentos, o Farmácia Popular, subsidiado pelo Ministério da Saúde, enfrenta críticas após uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelar sérios problemas na gestão de recursos. Entre julho de 2015 e dezembro de 2020, o programa distribuiu impressionantes R$ 7,43 bilhões em medicamentos para pacientes que, infelizmente, já haviam falecido. Além disso, foi descoberto que R$ 2,57 bilhões em medicamentos foram vendidos sem nota fiscal, levantando preocupações sobre transparência e controle.
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A auditoria destacou a ausência de um controle eficiente nos ressarcimentos às farmácias credenciadas, resultando em desperdício de recursos públicos e possíveis fraudes. A fiscalização, muitas vezes realizada à distância e de forma manual, não foi capaz de evitar a distribuição inadequada dos medicamentos.
No tocante à distribuição para pacientes falecidos, a CGU utilizou cruzamento de dados, confrontando o CPF do paciente com autorizações do Ministério da Saúde e informações de óbito de diferentes sistemas. A conclusão foi clara: o sistema está falhando, permitindo que recursos sejam desperdiçados e fraudes cometidas por particulares ou estabelecimentos.

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Quanto às vendas sem nota fiscal, a auditoria revelou que 18,5% dos R$ 13,8 bilhões desembolsados pelo Farmácia Popular estavam relacionados a medicamentos sem documentação fiscal adequada. Com uma análise detalhada de 362 milhões de registros de venda, constatou-se que 17,4% dessas transações não possuíam cobertura de notas fiscais, indicando uma lacuna significativa nos controles internos.
A fiscalização, realizada por meio de amostragens em farmácias de cinco estados, identificou a necessidade de melhorias nos processos de verificação. A CGU sugere a implementação de um plano de tratamento de risco, a exemplo dos utilizados pela Receita Federal, e o descredenciamento de estabelecimentos que não comprovem vendas com nota fiscal.
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O relatório também aponta para a possibilidade de adoção de ferramentas tecnológicas, como o sistema Sentinela, para fortalecer os controles de primeira linha. Este sistema, segundo a CGU, automatiza a circulação das informações de distribuição de remédios, vinculando-as à comprovação efetiva e regular da compra dos medicamentos no mercado.
O Ministério da Saúde, que está avaliando os resultados da auditoria, enfrenta a pressão de tomar medidas para corrigir as falhas identificadas. A CGU recomenda ações imediatas, incluindo o aprimoramento dos mecanismos de controle, descredenciamento de estabelecimentos irregulares e recuperação dos recursos pagos indevidamente.
Este não é o primeiro caso de fraudes no Farmácia Popular, com a Polícia Federal já tendo realizado ações contra vendas fictícias de medicamentos em diversos estados. O governo, agora, enfrenta o desafio de conter essas práticas e garantir que o programa cumpra seu propósito de fornecer medicamentos acessíveis à população.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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