STF ignora caso Choquei que resultou na morte de jovem e não fala de inclusão em inquérito de fake news
O perfil já confessou em nota oficial a publicação de fake news que levou a morte de Jéssica Vitória Canedo.
- Foto: Reprodução
O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não se pronunciou sobre a possível inclusão dos responsáveis pela página de fofoca Choquei no inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news”, que está sendo conduzido pela Corte. O perfil já confessou em nota oficial a publicação de fake news que levou a jovem Jéssica Vitória Canedo, de 22 anos, ao suicídio.
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“Foram fornecidas provas sobre o fato gerador da notícia falsa — que foi publicada originalmente por um outro perfil e republicada posteriormente pela Choquei — e foram disponibilizadas imagens de diálogos que mostram os procedimentos adotados assim que a falsidade foi descoberta, como a retirada imediata do conteúdo falso republicado”, diz a nota da Choquei.
Diferente do que ocorreu com o perfil de entretenimento, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito 4.781, já incluiu oficialmente um grupo de críticos da Corte no inquérito, alegando que são autores de fake news. O inquérito, que está próximo de completar cinco anos, já resultou em prisões e uma série de medidas cautelares, como o bloqueio de redes sociais, inclusive de perfis de parlamentares em exercício. A maioria dos investigados no inquérito são críticos do STF e alinhados à direita política.
Agora, diante do escândalo envolvendo o perfil Choquei e outras páginas de fofoca ligadas à agência Mynd8, que também disseminaram fake news que levaram à morte de uma jovem, o STF se mantém em silêncio. Embora a maioria dos membros do tribunal esteja em recesso, há ministros de plantão. Além disso, a assessoria do STF informou que Moraes decidiu manter os trabalhos durante o recesso e continua suas atividades em seu gabinete.
Vale lembrar que o proprietário do perfil, Raphael Sousa Oliveira, é próximo da primeira-dama, Janja da Silva, e usou sua influência nas redes sociais para apoiar a candidatura de Lula no ano passado. Janja chegou a enviar informações privilegiadas ao perfil durante o período eleitoral.
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