Prefeito Simão Peixoto foi preso suspeito de manipular testemunhas chamadas para prestar esclarecimentos a PF
PF afirma que o político conduziu uma videoconferência com servidores municipais intimados para falar em investigação que apura desvios de recursos públicos durante a pandemia.
- Arte: Lívia Thársis/Portal AM POST
Notícias do Amazonas – (H1) A Polícia Federal deflagrou a Operação Voz do Poder nesta terça-feira (9/1), com o objetivo de cumprir mandado de prisão preventiva contra o prefeito de Borba, Simão Peixoto. O prefeito é suspeito de manipular testemunhas em uma investigação que apura desvios de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar durante o ano de 2020, no período da pandemia do COVID-19. A medida de prisão preventiva e o afastamento do cargo foram solicitados após a obtenção de evidências que indicam a tentativa do prefeito de influenciar indevidamente as testemunhas envolvidas no caso.
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De acordo com as informações da PF, durante as investigações, o prefeito Simão Peixoto conduziu uma videoconferência com servidores municipais que foram intimados pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos relacionados à investigação dos desvios de recursos da merenda escolar. Durante esse encontro, o prefeito teria oferecido assistência jurídica e fretamento de aeronave para as testemunhas, com custos pagos pela Prefeitura. Essa atitude levanta suspeitas de tentativa de influenciar as testemunhas e prejudicar o andamento das investigações.
As investigações revelaram indícios de que os kits de merenda escolar fornecidos pela Prefeitura de Borba não continham a quantidade adequada de carne de boi, ou até mesmo não possuíam carne de boi, divergindo significativamente do volume contratado. Além disso, constatou-se a ausência de charque nos kits, o que levanta suspeitas de possíveis irregularidades na distribuição dos alimentos. Também foram encontrados indícios de falsificação nos recibos de entrega dos kits e possíveis pagamentos sem comprovação documental, levantando mais dúvidas sobre a adequada utilização dos recursos públicos.
Com a deflagração da Operação Voz do Poder e a prisão preventiva decretada contra o prefeito Simão Peixoto, ele será afastado do cargo por 180 dias. Caso as investigações comprovem sua participação nos desvios de recursos públicos destinados à merenda escolar, o prefeito poderá ser condenado por crimes como peculato, corrupção passiva, formação de quadrilha e outros delitos relacionados. Além das punições penais, ele também poderá ser alvo de medidas administrativas, como a perda do cargo e a inelegibilidade para futuras eleições.
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