Ato na Paulista sobre 8/1 e em defesa do padre Júlio Lancellotti vira palanque para Boulos
Durante o evento, Boulos convocou seus apoiadores para enviar um “recado contra o bolsonarismo” nas eleições de outubro.
- Foto: Reprodução
Na tarde de segunda-feira (8), movimentos sociais realizaram um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, em referência ao 8 de Janeiro, proporcionando ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) a oportunidade de criticar a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Durante o evento, Boulos convocou seus apoiadores para enviar um “recado contra o bolsonarismo” nas eleições de outubro, quando ele concorrerá à prefeitura com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O deputado acusou o prefeito de perseguir o padre Júlio Lancellotti, mencionado como um dos principais alvos de uma CPI proposta pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil) na Câmara Municipal de São Paulo. Boulos defendeu a democracia e criticou a tentativa de desmoralização do padre Júlio e dos movimentos sociais. Ele afirmou que São Paulo precisa de uma CPI para explicar por que mais de 50 mil pessoas estão nas ruas na cidade mais rica do Brasil.
Em resposta, a Prefeitura destacou suas políticas para a população de rua, negando interferência nas decisões da Câmara. Ricardo Nunes também telefonou para o padre Júlio, buscando tranquilizá-lo e oferecer apoio.
Guilherme Boulos também pediu a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o ato, utilizando o bordão “sem anistia” para exigir responsabilização pelos mentores do ataque golpista aos Três Poderes. Ele afirmou que é por justiça e para evitar que tais eventos se repitam.
O ato na Avenida Paulista contou com políticos de diversos partidos de esquerda, como PSOL, PT, Rede e PCdoB, além de representantes de movimentos sociais. Bolsonaro foi alvo de críticas, com manifestantes pedindo sua prisão e acusando-o de genocídio, roubo e liderança de quadrilha. O evento também abordou militares investigados no STF, com pedidos de punição.
Além das críticas a Bolsonaro, houve foco em questões locais, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a privatização da Companhia Estadual de Saneamento Básico (Sabesp). A manifestante Vivian Mendes, do partido Unidade Popular (UP), representou a legenda no ato. Outras demandas incluíram o fim da ocupação na Palestina e o rompimento das relações entre o governo federal e o Estado de Israel.

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