Pesquisa revela que 82,2% dos brasileiros discordam da ideia de que o 8 de Janeiro foi para dar um golpe
A pesquisa identificou que “fanatismo político e polarização” são as principais motivações por trás dos ataques.
- Foto: Renato Guariba/Futura Press/Estadão Conteúdo
A empresa de pesquisas AtlasIntel divulgou hoje os resultados de uma pesquisa de opinião que aborda os atos extremistas ocorridos no dia 8 de janeiro, marcando o aniversário de um ano desde os ataques. A pesquisa revela percepções distintas em relação às motivações e impactos desses eventos.
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De acordo com o levantamento realizado com 1.200 entrevistados de todas as regiões do país entre os dias 7 e 8 de janeiro de 2024, apenas 18,8% dos participantes acreditam que o golpe de Estado era a principal motivação por trás dos atos. Isso contrasta com a ênfase dada por autoridades durante a cerimônia no Congresso Nacional que relembrou o episódio.
A invasão do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) foi considerada “completamente injustificada” por 59% dos entrevistados, um aumento de 6 pontos percentuais em comparação com a pesquisa de 2023, quando o índice era de 53%. Apenas 15% acreditam que a invasão foi “parcialmente justificada”, uma queda significativa em relação aos 28% registrados no ano anterior.
A pesquisa identificou que “fanatismo político e polarização” são as principais motivações por trás dos ataques, segundo 34,2% dos entrevistados. Outras motivações citadas incluem “fraude eleitoral” (20,8%), “tentativa de golpe de Estado” (18,8%) e “manipulação de terceiros” (12,2%).
Durante a cerimônia de lembrança do episódio, autoridades destacaram os ataques como um “atentado contra a democracia”, enfatizando a necessidade de pacificação do país e combate à polarização política.
A pesquisa também revela que quase 59,2% dos entrevistados acreditam que a democracia brasileira enfrentou algum risco em decorrência dos eventos de 8 de janeiro. Dentre esses, 43,3% consideram que o risco foi grande, enquanto 15,9% acreditam que houve algum risco, mas não tão elevado.
Outros destaques da pesquisa incluem o apoio de 80% dos entrevistados à democracia como sistema político para governar o Brasil, percepções divergentes sobre as punições aos invasores, e a responsabilização atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelos eventos, com a maioria dos entrevistados defendendo alguma forma de punição legal para ele.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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