O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, nesta sexta-feira (13), que realizará mudanças no sistema de inclusão de pessoas aos partidos políticos após o caso da filiação falsa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Partido Liberal (PL), legenda de Jair Bolsonaro. O TSE vai lançar, em fevereiro, uma atualização do Sistema de Filiação Partidária, chamado de “Filia”, com a implementação de uma dupla autenticação de registro.
O sistema, denominado “Filia”, estará disponível a partir do início de fevereiro, conforme anunciado pelo TSE. A atualização incluirá o uso do segundo fator de autenticação, por meio do e-Título. A medida foi tomada após a Corte Eleitoral identificar a filiação falsa de Lula ao PL, resultando na abertura de uma sindicância na Polícia Federal para investigar o caso.
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A falsa filiação de Lula ao PL alegava que o político havia assinado a ficha partidária em julho do ano passado. No entanto, para efetuar a mudança partidária, é necessário possuir uma senha especial, um cadastro na Justiça Eleitoral, e a senha utilizada para essa ação pertencia à advogada Ana Daniela Leite e Aguiar, do PL. Contudo, ainda não está claro se a própria advogada realizou a filiação de Lula ou se terceiros utilizaram sua senha.
A situação de suposta falsidade ideológica antecipou os planos do TSE, que já tinha a previsão de atualizar o sistema. A Corte decidiu lançar a atualização antes do planejado, a partir deste sábado (13), com previsão de disponibilidade completa no início de fevereiro.