Em Davos, Marina Silva defende transição para fim da dependência de combustíveis fósseis
No mesmo painel, o presidente da Colômbia reafirmou seu posicionamento a favor do encerramento da exploração de petróleo na Floresta Amazônica.

Foto: Leandro Fonseca
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a defender que a comunidade internacional deve discutir a transição para o fim da dependência econômica de combustíveis fósseis. Em painel no âmbito do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Marina afirmou que o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, já “deu a referência” nessa direção.
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Ela destacou que o planeta enfrenta uma “contradição”, na qual vários países seguem fornecendo subsídios para hidrocarbonetos ao mesmo tempo em que atuam para combater os efeitos das mudanças climáticas.
Marina mencionou que o Ibama negou a concessão de licença para a exploração de petróleo na foz do Rio Amazônia duas vezes por razões ambientais. No entanto, a Petrobras realiza estudos de viabilidade sobre a exploração da commodity na chamada Margem Equatorial.g
Ao ser questionado sobre o assunto, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, afirmou que a questão cabe ao Brasil e se limitou a dizer que a instituição focará em financiar projetos benéficos para o planeta.
No mesmo painel, mediado pelo apresentador Luciano Huck, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reafirmou seu posicionamento a favor do encerramento da exploração de petróleo na Floresta Amazônica.
Por sua vez, o governador do Pará, Helder Barbalho, assegurou que seu estado deixou de ser considerado um “vilão” no processo de redução do desmatamento na Amazônia, tornando-se um “ativo mais importante” no objetivo de diminuir as emissões de carbono.
Estadão Conteúdo

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