Decepção de Lula: Omar Aziz diz que votaria de novo a favor do impeachment de Dilma
Omar é aliado de Lula que defende a ideia de que inventaram uma mentira para tirar Dilma da Presidência da República.
- Arte: Lídia Silva/Portal AM POST
O senador Omar Aziz (PSD), aliado do presidente Lula (PT), tem causado decepção entre os petistas devido a sua posição em relação ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Recentemente, em entrevista ao programa Nosso Encontro, o parlamentar afirmou que votaria novamente favorável ao impeachment de Dilma, o que é considerado um “golpe” pela esquerda e por Lula.
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Durante a entrevista, a apresentadora Baby Rizzato questionou Aziz sobre seu voto no impeachment. Para surpresa dos petistas, o senador foi categórico ao afirmar que “votaria de novo” a favor do afastamento da ex-presidente. Apesar de seu posicionamento sobre o caso, Omar Aziz afirma ter uma relação pessoal e próxima com o presidente Lula.
O posicionamento de Omar Aziz causou preocupação e descontentamento entre os petistas, que esperavam uma postura mais alinhada às pautas do partido. Para eles, o impeachment de Dilma Rousseff foi um ato de injustiça e um golpe contra a democracia. Lula defende a ideia de que inventaram uma mentira para tirar ela da Presidência da República.
Impeachment
Em 2016, o Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, retirando-a do cargo com 61 votos a favor e 20 contra. Entre os votos a favor estavam os de Omar Aziz e do senador Eduardo Braga (MDB), outro aliado de Lula no Amazonas. Vale ressaltar que Braga havia sido ministro de Dilma até meses antes do impeachment. Ambos conseguiram se reaproximar do PT durante o governo de Jair Bolsonaro e foram apoiados por Lula nas últimas eleições, sendo que Aziz foi reeleito como senador e Braga foi derrotado na disputa pelo governo estadual.
A maioria dos senadores, alegaram que Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade contra a lei orçamentária. Isso se deu devido ao atraso nos repasses do governo a bancos públicos, conhecido como “pedaladas fiscais”, e também pela edição de decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso. Porém, Dilma sempre negou as acusações e classificou o processo de impeachment como um “golpe”.
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